TUAS ASAS
 
Águias se igualam às naves, em voos suaves.
Asas extensas, firmeza, fascínio, intensa beleza.
Soberbo esvoaçar sobre os desertos, cerrados e montanhas.
Sobrevoo soberano nas cidades, cercanias, campos,
matas densas.

Planar sobranceiro sob os céus, sob o sol,
sobre os mares.

 . . .
Olhares contemplativos e de mesma agudeza,
porte elegante,
plumagem azul-marinho e em alinhados trajes,

dóceis criaturas,
iguais nas alturas e em formosura,
tripulam as naves.

Grandeza humana superando o corpo, a alma,
as asas buliçosas.

Maestrinas em cortesia:  
amáveis, gentis, afáveis, ágeis...

Perante o medo, guardam segredo e até sorriem destemidas.
Guerreiras, altaneiras, assumem o leme
do sobe e desce da vida.

Quais anjos em viagem,
nunca se cansam de semear fé e coragem.

Moram mais perto de Deus,
que sustenta o manete das naves

na aceleração e na aterrissagem.
. . .

– “Obrigada por tê-los a bordo!” – diz a aeromoça,
após o pouso.

– “Nós que agradecemos,
a cortesia e tua excelente companhia!
” –

respondemos, ainda confusos com o calendário
e com o fuso horário.

– “Hoje, aqui, é domingo, senhores, 09 de março”.
– “Obrigados, Daniela Cardoso, e que Belo Dia!...
Abre, então, tuas asas e o teu coração pra receber
nosso terno abraço:


 FELIZ ANIVERSÁRIO!”