MULHER... TU MULLHER...
Se o sol nascer á noite decerto ficaria ridicularizado com o luar que a tua imagem provoca, as flores murcharão de inveja perante a tua imagem, as nuvens formaram castelos para poderem ser dignas da tua presença, o arco-íris formará uma Aurélia à tua volta envergonhado de tanta beleza, o vento fará esvoaçar os aromas da natureza a chuva não te molhará e quando o eclipse acontecer ficará magoado porque a tua imagem essa nunca há-de desaparecer, as intempéries do mundo ficarão pequeninas, murchas, insignificantes perante a exuberância que a tua presença provoca, no raiar da aurora, no levantar do cacimbo, na névoa que se dissipa, nos meigos raios solares que rebentam ao amanhecer, surge o teu meigo sorriso inocente idolatrado pelo olhar sereno dos teus olhos, Octávio