Paz na morte!
Sempre menciono aos poucos amigos que tenho, que se ainda tô vivo, é unicamente e exclusivamente por causa da minha mãe. Mas sinceramente, já tô questionando isso, porque no final das contas, eu tô sempre só. Meus poucos amigos (principalmente os que tive à sorte de conhecer de 2022 pra cá), me ajudam e são mais presentes em minha vida do que TODA A MINHA FAMÍLIA REUNIDA, tanto materna, quanto paterna! Chega a ser ridículo e vergonhoso mencionar isso, mas é a verdade! E me perguntam por que não quero ser pai, o por que de tanta mágoa e rancor?! São tantas respostas! Mas o pior de todos é meu pai. Aqui estou eu, doente, só! Se eu morrer, vão descobrir primeiramente pelo odor podre, e depois através de outros não familiares, até chegar aos familiares! Não sou só um fardo; sou um fardo indesejado. Já tô começando à questionar até mesmo Deus, porque nada melhora, só piora! Nesse exato instante, minha vontade era de me enforcar e acabar com toda essa vida podre, maldita, pobre, indesejada e fracassada! E estou a míseros pontos finais de realmente fazer isso! Porque no final, não importa o que aconteça, sou sempre o errado, o ignorado, o invisível, o marginal, o impuros, o monstro, o drogado... o esquecido! E é bem provável que ainda vão me culpar, mesmo depois de morto, por mais um monte de coisas, e até pelas despesas do funeral.
Eu sempre gostei do número 7. Talvez tudo se acabe no ano 37, porque eu não tô aguentando mais essa vida de abandono e desprezo por parte de família!