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(      Imagem, minha mãezinha- foto clicada em outubro do ano passado quando fomos na roça e ela, mesmo doente aidna estava mais ou menos)


Caros amigos recantistas, com uma imensa tristeza quero compartilhar com vocês a perda de minha mãezinha. Eu a perdi, mas Deus a ganhou e isso me conforta muito.
Finalmente minha doce mãezinha descansou do sofrimento terrível que a acometia desde janeiro do ano passado. Mas nos últimos cinco meses estava praticamente vegetando e no último mês  foi terrível. Mas tanto sofrimento com certeza serviu para evoluir a sua alma para ela ir encontrar-se com Deus. Eu sei que minha mamãe foi encontrar-se com ele, pois foi um exemplo de mãe, esposa e mulher.
Ela partiu ontem as seis em ponto da manhã. Havíamos dormido todos lá em volta dela porque passou muito mal e o médico que foi vê-la disse que não tinha mais nada a fazer porque ela partiria em questão de horas. Então passamos a noite lá em torno dela em vigília. As duas da madrugada, como por Deus, ela acalmou um pouco as tentativas de respirar. Parece que para a gente descansar um pouco. Muitos cansados dormimos, mas as cinco meu pai sentou-se na cama e  fomos levantando todos e às seis horas em ponto minha irmã caçula viu a sua última tentativa de respirar e parar para sempre. Não houve desespero. Muita calma. Acho que era assim que ela queria, minha doce mãezinha que sempre foi muito discreta em tudo.
As dezessete horas foi a missa de entrega dela e ao final li um poema que fiz em homenagem a ela ano passado na primavera. Foi quando os médicos de Barretos disseram que as alternativas para ela tinham se acabado. Em casa sozinha fiz o poema e nunca mostrei a ninguém, mas foi umas das escolhidas para a Antologia “ Versos de amor Maior” da CBJE do Rio de Janeiro. Eu tive a intuição de que aquela seria sua última primavera e então escrevi. Ontem depois da missa eu li para ela. De fato aquela foi sua última primavera.
Às dezoito horas de ontem , hora do ângelus, nos despedimos dela para sempre e uma lápide cobrou seu corpo, porque a alma já estava no céu. E isso me conforta. Acabou-se para ela o sofrimento.
Para nós ficou uma grande dor. Sim uma dor tamanha e hoje já chorei tanto quando acordei e percebi que nunca mais eu veria minha mãe.  Ontem estava meio perdida. Não parecia acreditar.  Mas hoje a realidade desceu forte sobre mim. Mas a dor vai passar eu sei  e vai ficar a doce saudade de minha mãezinha  e a sua linda lembrança.
Assim que der quero voltar ao Recanto. Não estava sendo fácil, por isso sumia , voltava.
Até mais...

imagem do poema que fiz e  li ontem para ela. Página da antologia
 

 
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 27/08/2017
Código do texto: T6096640
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Sonia de Fátima Machado Silva
Coromandel - Minas Gerais - Brasil, 56 anos
1254 textos (52314 leituras)
13 áudios (611 audições)
2 e-livros (128 leituras)
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Sonia de Fátima Machado Silva

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