O AMOR ACABA?

Mas finalmente, o amor acaba? Para responder uma questão como esta, se faz necessário entender o conceito de amor. Mas aí é que a questão se torna complexa, em decorrência das crescentes formas que o amor vem sendo concebido, isso para não dizer banalizado. Particularmente, não consigo entender um amor sendo esquecido, acabado. É comum se ouvir dizer “eu já amei muito esta pessoa.” Não se deixa de amar, se deixa de querer, em função da conscientização de que não dar mais certo por diversas razões. Em fim, o que estou tentando dizer é que, estamos nos distanciando gradativamente dos significados aprendidos desde sempre e por conseqüência, as gerações seguintes já nascem neste ritmo. Tem-se um carro e diz-se: amoooo rs rs Caramba, como amaaa? Se no próximo ano o troca. Como se ama uma comida, uma roupa? Não sei rs ... O que sei é que há uma confusão danada do que venha ser o AMAR. Os sentimentos estão confusos, as pessoas perderam o sentindo das coisas, confundem facilmente tudo. Sabem da importância do amor, mas não sabem o que é o mesmo. Não sei se estou me fazendo entender, mas é mais ou menos assim: elas sabem que o amor é grandioso e que este é a base para toda e qualquer relação, mas, no entanto, o confundem com qualquer outro sentir. Mas por que isso vem acontecendo? Culpa do progresso, da evolução dos tempos, da tal modernização, globalização? Rsrs... Eu diria que não, é que as pessoas pararam de ouvir a voz do “coração” e se lançam no mundo sem preparo, sem conhecimento de causa, estão mais preocupados com o que podem parecer do que com o que são; com o que vão causar, do que com o que querem verdadeiramente. Não é só o amor de pais e filhos que são eternos, toda forma de amor o é. O que ocorre é que há uma confusão em torno do seu significado, não se sabe mais distinguir um SENTIR como este. O amor não se acaba, o que acaba é o que é confundido com o amor, ou seja, a paixão, o carinho, a gratidão, o capricho, dentre tantos outros sentir, os quais são confundidos com o amor.

Luciana Lua
Enviado por Luciana Lua em 11/06/2013
Reeditado em 26/04/2014
Código do texto: T4336418
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