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Maria, Mãe de Deus, Mãe de todos os povos e nações, se torna co-medianeira da graça, co-advogada, co-redentora aos pés da cruz, a favor de Jesus! “FAZEI O QUE JESUS VOS DISSER.” (JOÃO 2, 5)

Quanto é relevante a presença da mãe na vida de uma criança. Houve interessantes questões sobre o lugar do feminino no plano da salvação. A primeira marca bíblica o proto-Evangelho do Gênesis 3,15: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Um jovem foi condenado à forca durante o império. Ele pediu que a Rainha mediasse a sua causa e ele suplicou perdão de um crime contra o Rei. O Rei, ao ouvir a Rainha, desistiu de condená-lo. Ele foi perdoado. Assim, nós como pecadores, recorrendo a Mãe de Deus, conseguimos misericórdia e perdão de Deus, porque “o Altíssimo fez nela maravilhas: ela intercede pelos empobrecidos e decaídos... Eleva os humildes e tira do lixo os mendigos.” (Cântico Magnificat: "Exaltou os humildes, encheu de bens os famintos/ despediu vazios os ricos/ Amparou a Israel Seu servo/ para lembrar-se da Sua misericórdia/
a favor de Abraão e sua descendência/ Como havia falado a nossos pais.” (Lucas, 1:46-55, retomando: 2 Samuel 2:1-10).
Mas, o mais nos intriga ou impressiona positivamente é a descrição e a presença de Maria nas Bodas de Caná da Galileia a nos dizer como naquela época da falta do vinho na festa de casamento: “Eles não têm vinho... Fazei vós tudo o que Jesus vos disser.” (João 2, 5)
Depois, os Evangelhos se referem à Mãe de Jesus de modo prudente, econômico e suficientemente necessário para que entendamos o lugar de Maria no ministério de Jesus.
A primeira comunidade dos seguidores do caminho soube combinar e concatenar a ação ou a presença de Maria como consolidação da pregação apostólica do kerigma. Ela participou com sua vida, suas entranhas, sua força, sua fé, sua dedicação, sua maternidade, sua doação total ao mistério salvífico. Ela acompanhou toda a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Ela nos foi oferecida por Jesus na pessoa do apóstolo João aos pés da cruz. Maria faz parte do legado espiritual de Jesus à comunidade de fé primitiva. E teve o prêmio de sua assunção e o reconhecimento eterno como a primeira redimida: livre do pecado original desde sua concepção no seio de sua própria mãe. Ela esteva presente no nascimento da Igreja apostólica no dia de Pentecostes, era assídua na oração e ouvia com unção a pregação dos apóstolos. A Imaculada Conceição se deu por  vontade de Deus e em vista dos méritos de Jesus.  Desde o século XIII, o Beato Duns Scotto, doutor sutil,  já defendeu essa verdade! E o Papa Pio IX decretou o dogma em 1854.
No Apocalipse cap. 12, há uma intencionalidade escatológica da Igreja perseguida cujo paradigma nos remonta ao Gênesis 3,15. Maria perseguida com o seu filho ainda em seu útero evidencia o desígnio de Deus para salvar a humanidade. Ora, nada pode obstacularizar o domínio de Deus e seu Amém na Mulher brilhante como sol, tendo a lua aos pés, rodeada de estrela como diadema de rainha eleita pela causa divina.
Para nós e a tradição longínqua da Igreja em documentos e títulos ilustres da Virgem Mãe de Deus e Mãe de Jesus, a devoção, nesse caso, constitui um culto de “Dulia” (do grego "douleuo" que significa "honrar") ou veneração” e não adoração ou “Latria”. Ela não é uma deusa! Ela é a humilde serva dos servos de Deus. Ela se fez “o sim” para fazer a vontade de Deus, acima de tudo! Porque adoração é somente a Deus! Sabemos que Jesus é o nosso único salvador e mediador entre o Pai Eterno e nós. Contudo, como bem ponderou o Vaticano II  (LG 60; RM 38; P 293), a mediação de Maria no plano da graça não diminui e não compete com a sobrenatural e eficaz mediação de Jesus  (1 Tm 2,5), nosso Redentor. Ela, se em vida, pode diretamente pedir a intervenção de seu Filho e “antecipar”
Ao amar e venerar Maria, não somos idólatras e mariólatras. A mariologia é seria e sabe contextualizar os méritos de Jesus em Maria e contextualizar sua presença na Bíblia e na Igreja. Peça à mãe que o Filho atende! A fé em Maria não nos diminui na fé em Jesus, nosso salvador. Por isso, entendemos que ela é a nossa co-advogada, co-medianeira na graça, colaboradora no plano de Jesus, mãe que nos leva a Jesus para manifestar a hora de Deus em nossa vida! Tudo decorrente de Jesus que legitima o lugar de Maria no plano de Deus, de modo sereno.

REFLEXÃO:

“Maria guardava todos aqueles fatos e meditava sobre eles no seu coração”(.Lc 2,19.51) “E a Mãe de Jesus estava no meio deles... “(Atos 1, 14 e. Atos 2, 1ss.).
J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 23/12/2014
Reeditado em 29/05/2015
Código do texto: T5078383
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira