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CÉU COR DE ROSA

Galícia

O céu parece mais claro que de costume. É manhanzinha bem cedo. Ninguém, exceto eu, acordara naquele horário. Parecia um encanto. Talvez, um encanto, mesmo. Olho pela janela e, o que vejo? Nuvens ralas 'umas puxadas pelas outras' correndo, mas correndo pouco, buscando 'sumir de repente', por entre as suas madeixas.

Um enorme vazio toma conta do horizonte à espera da magia. Enquanto isso, surge, devagarinho, um sol todo cheio de dengo, acariciando o que ainda resta da longa madrugada. - 'Escuridão só depois que eu terminar o meu trabalho' diz ele (o raio solar). Veio que veio de tombadilho 'deitando - se' pela colina. Parece manso, ainda que distante, trazendo certo desdém. A crina do pasto recebe - o todo dia, qual se fosse, sempre, sua primeira vez, com jeito virginal.

Onde está ou esteve o rosa? No firmamento quando se despediu da noite serena. Doces afagos. Rostinho de criança procurando algo para segurar com as mãos. O momento, aos poucos, se apressa para terminar. Não perde a leveza, tampouco o ar de poesia. Pequenas manchas deram lugar ao clarão de outono saudado pelo baile das cores vibrantes e mornas (outras além do rosa). Um autêntico festival da natureza. Acreditem, céu rosado existe!

Thiago Valeriano Braga

Insta: @thii.braga
Cervantes
Enviado por Cervantes em 13/09/2020
Reeditado em 13/09/2020
Código do texto: T7061971
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cervantes
Guarulhos - São Paulo - Brasil, 31 anos
301 textos (2483 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/09/20 19:03)
Cervantes