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Qual a origem da Língua Portuguesa? E o emprego do hífen no novo acordo ortográfico, além de DICAS DE VOCABULÁRIO E SEU GÊNERO

A origem da língua portuguesa - artigo, p. 32 e 33, no site abaixo:
http://pt.scribd.com/doc/106802674/LPORT-CP-1s-Vol1reduzido#scribd

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Qual a origem da Língua Portuguesa?  Este é outro artigo complementar em:

https://www.google.com.br/search?sourceid=chrome-psyapi2&rlz=1C1GIGM_enBR623BR623&ion=1&espv=2&ie=UTF-8&q=a%20origem%20da%20lingua%20portuguesa%20s%C3%A3o%20paulo%20faz%20escola%20%2C2008&oq=a%20origem%20da%20lingua%20portuguesa%20s%C3%A3o%20paulo%20faz%20escola%20%2C2008&aqs=chrome..69i57.34259j0j8


O português é resultado da transformação do latim vulgar (uma das variantes da língua romana) e do galego (falado na província da Galícia - hoje em território espanhol). Essas línguas sofreram muitas transformações ao longo do tempo, e só no século 13 foi publicado um texto mais próximo do que hoje consideramos a língua portuguesa (leia mais sobre essa evolução abaixo). O idioma falado no Brasil sofreu ainda várias influências, como as dos povos africanos e indígenas.
 

http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_port.pdf


http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-2/indice-fundamental-2.shtml?ensino-fundamental-2.lingua-portuguesa

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DICAS DE VOCABULÁRIO E SEU GÊNERO EM:
http://educacao.uol.com.br/dicas-portugues/o-genero-das-palavras.jhtm

A palavra “nuance” (“matiz” em francês) é feminina já na sua origem e assim permanece no português. Dizemos, portanto, “as nuances”, com artigo feminino. Palavras francesas de uso corrente no português são “vernissage” (inauguração de uma exposição de arte) e “nécessaire” (estojo para guardar objetos de uso pessoal), ambas masculinas, portanto “o vernissage” e “o nécessaire”. Este último aparece como feminino no dicionário “Aulete”, mimetizando o uso popular. No Volp (“Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”), no entanto, bem como nos demais dicionários, o registro continua sendo masculino.

“Omelete” também é um caso curioso. De origem francesa, a palavra é – ou era – feminina, “a omelete”. O uso no Brasil, porém, tornou hesitante o seu gênero. Hoje o Volp a registra com os dois gêneros, como o faz o dicionário “Houaiss”. “Aulete” e “Aurélio” seguem a tradição e a registram como palavra feminina, “a omelete”.

Outros casos dignos de nota: a cal, a alface, o tsunami, a cobaia, o console, o manete, a musse, o crepe, o matiz, a sanguessuga (no sentido figurado, no “Houaiss”, este aparece como de dois gêneros; no “Aulete” e no “Aurélio”, mesmo no sentido figurado, continua feminino, coisa que também se verifica no Volp, que é oficial).

Enfim, são vários os casos – e os dicionários comprovam certa hesitação nessa matéria. Muitos, entretanto, têm o gênero consolidado, como é o caso de “nuance”, substantivo feminino.
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O hífen representa um sinal gráfico, cujas funções estão associadas a uma infinidade de ocorrências linguísticas, tais como:

- ligar palavras compostas;

- fazer a junção entre pronomes oblíquos e algumas formas verbais, representadas pela mesóclise e ênclise;

- separar as sílabas de um dado vocábulo;

- ligar algumas palavras precedidas de prefixos.

Com o advento da Nova Reforma Ortográfica, houve algumas mudanças em relação à sua aplicabilidade. Sendo assim, dada a complexidade que se atribui ao sinal em questão, o presente artigo tem por finalidade evidenciá-las, procurando enfatizar, em alguns casos, o que antes prevalecia e o que atualmente vigora. Mediante tais pressupostos, constatemos, pois:

Circunstâncias linguísticas a que se deve o emprego do hífen:

# O hífen passa a ser usado quando o prefixo termina em vogal e a segunda palavra começa com a mesma vogal.



Nota importante:

- Essa regra padroniza algumas exceções já vigentes antes do Acordo.

auto-observação – auto-ônibus – contra-atacar

- Tal regra não se aplica aos prefixos “-co”, “-pro”, “-re”, mesmo que a segunda palavra comece com a mesma vogal que termina o prefixo.

coobrigar – coadquirido - coordenar – reeditar – proótico - proinsulina...

# Com prefixos, emprega-se o hífen diante de palavras iniciadas com “h”.

anti-higiênico – anti-histórico – co-herdeiro - extra-humano – pró-hidrotópico - super-homem...

# Emprega-se o hífen quando o prefixo terminar em consoante e a segunda palavra começar com a mesma consoante.

inter-regional – sub-bibliotecário – super-resistente...

# Com o prefixo “-sub”, diante de palavras iniciadas por “r”, usa-se o hífen.

sub-regional – sub-raça – sub-reino...

# Diante dos prefixos “-além, -aquém, -bem, -ex, -pós, -recém, -sem, - vice, usa-se o hífen.

além-mar – aquém-mar – recém-nascido – sem-terra – vice-diretor...

# Diante do advérbio “mal” , quando a segunda palavra começar por vogal ou “h”, o hífen está presente.

mal-humorado – mal-intencionado – mal-educado...

# Com os prefixos “-circum” e “-pan”, diante de palavras iniciadas por “vogal, m, n ou h”, emprega-se o hífen.

circum-navegador - pan-americano – circum-hospitalar – pan-helenismo...

# Usa-se o hífen em casos relacionados à ênclise e à mesóclise.

entregá-lo – amar-te-ei – considerando-o...

# Com sufixos de origem tupi-guarani, representados por “-açu”, “-guaçu”, “-mirim”, usa-se o hífen.

jacaré-açu – cajá-mirim – amoré-guaçu...

Casos em que não se emprega o hífen:

# Não se usa mais o hífen quando o prefixo terminar em vogal e a segunda palavra começar por uma vogal diferente.



Nota importante:

- Essa nova regra padroniza algumas exceções existentes antes do Acordo.

aeroespacial – antiamericano – socioeconômico...

# Não se usa mais o hífen em determinadas palavras que perderam a noção de composição.



Observação:

 - O hífen ainda permanece em palavras compostas desprovidas de elemento de ligação, como também naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas.

azul-escuro – bem-te-vi – couve-flor – guarda-chuva – erva-doce – pimenta-de-cheiro...

# Não se emprega mais o hífen em locuções substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuntivas.

fim de semana – café com leite...

Exceções:

O hífen ainda permanece em alguns casos, expressos por:

água-de- colônia – água-de-coco – cor-de-rosa...

# Quando a segunda palavra começar com “r” ou “s”, depois de prefixo terminado em vogal, retira-se o hífen e essas consoantes são duplicadas.

 

Observações importantes:

- O hífen será mantido quando os prefixos terminarem com “r” e o segundo elemento começar pela mesma letra.

hiper-requintado – inter-regional – super-romântico – super-racista...

- A nova regra padroniza algumas exceções já existentes antes do acordo, como é o caso de:

minissaia – minissubmarino - minissérie...

# Não se emprega o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de “r” ou “s”.

anteprojeto – autopeça – contracheque – extraforte – ultramoderno...

# O hífen não deve ser usado quando o prefixo termina em consoante e a segunda palavra começa por vogal ou outra consoante diferente.

hipermercado – hiperacidez - intermunicipal – subemprego – superinteressante – superpopulação...

# Diante do advérbio “mal”, quando a segunda palavra começar por consoante, não se emprega o hífen.

malfalado – malgovernado – malpassado – maltratado – malvestido...


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

http://www.brasilescola.com/gramatica/emprego-do-hifen.htm
https://www.google.com.br/search?sourceid=chrome- e http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_port.pdf
Enviado por J B Pereira em 09/02/2015
Reeditado em 16/02/2015
Código do texto: T5131682
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira