DUPLO SENTIDO

Duplo sentido

Calou-se a voz, e também o poema

Calou-se Iracema, no meu ninho de amor, de amor…

Meu peito, está tão magoado

Porque sofre calado, e não é faz de conta

E fico, decerto, seguindo meu samba

Nestes versos dolentes, construídos sem pompa…

É deleite sentido no incerto

Vê se escutas meu canto sem 'onda'

Sabes bem que eu sou o pavio

E você é a bomba...

Noutro duplo sentido, confesso

Entrelaças aqui nos meus versos

Mais um tempo comigo, te peço

Sob, os lençóis da nossa cama…

Se no verso e reverso do verso

Ou se noutro sentido é o que conta

Eu serei, sempre, a sua corda

E tu serás minha caçamba.

Se no verso e reverso do verso

Ou se noutro sentido é o que conta

Eu serei, sempre, sua corda

E tu serás minha caçamba.

Eu sou a corda

E tu és a caçamba. (Bis)

Paulo Cesar Coelho e Zé Silveira do Brasil
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 26/03/2025
Código do texto: T8294592
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