Corações em guerra
(Verso 1)
Bem-vindo à cena, é tarde demais pra fugir
Mesmo nos teus sonhos, alguém vai decidir
Caminhos traçados por mãos invisíveis
Chamam de destino, mas quem é que escreve?
(Verso 2)
Viramos o rosto pra essência do chão
Esquecendo que a vida é mais do que ambição
Num jogo onde todos fingem saber
O que fazer, quem vencer...
(Refrão)
E eu tento, mas tropeço
Entre o certo e o excesso
Escolhas viram prisão
Na busca por direção
(Refrão)
Todo mundo quer ter o mundo nas mãos
Mas ninguém entende o peso da coroa
Gritam por liberdade, dançam por prazer
Mas tudo escapa, tudo voa
Todo mundo quer comandar o jogo
Mesmo sem saber por quê
Todo mundo quer vencer a guerra
Que mora dentro de você
(Verso 3)
Te prometem verdades em capas de jornal
Mas vendem promessas com gosto de sal
Correm atrás do que nunca existe
Reis de areia, tronos tão frágeis e hostis
(Verso 4)
Mãos dadas na queda, enquanto o tempo ruir
Se tudo acabar, vai sobrar o que de ti?
Eu olho pra trás, vejo rastros no chão
E um eco dizendo: foi tudo em vão?
(Refrão)
E eu grito, mas me calo
Nessa dança, eu me abalo
As luzes se apagam
Mas os medos não param
(Refrão)
Todo mundo quer ter o mundo nas mãos
Mas ninguém entende o preço da vitória
Lutam por liberdade, correm por prazer
Mas tudo some, vira história
Todo mundo quer ganhar controle
Mesmo sem saber de quê
Todo mundo trabalha a própria guerra
Sem saber se vai vencer
(Verso5)
Diz que não precisa disso
Mas vive atrás do vício
De mandar, dominar,
Sem se perguntar
O que resta...
Quando o mundo não te presta
( Refrão)
Todo mundo quer ter o mundo nas mãos
Mas o tempo leva tudo embora
Amam a liberdade, temem o prazer
Porque nada dura agora
Todo mundo quer ser rei do jogo
Sem saber como jogar
Todo mundo busca um trono
Só pra se levantar… e se perder no ar