VOO NO INFINITO

O relógio gira, a vida é um sopro no vento,

Amores perdidos são estrelas sem lar.

As mãos que não toquei, os beijos no tempo,

São ondas de um mar que não pude navegar...

Deus tá no silêncio das coisas que a gente não vê,

No abraço que faltou, na noite que não tem pé.

O universo sussurra, mas a gente não ouve,

No balanço das galáxias, a alma se move.

Ôh, vida! Por que é tão curto o teu cais?

Amores não amados, são hipotéticos finais.

Ôh, mundo! Mistério que a luz não alcança,

A gente é poeira, nas do destino que balança!

Desilusão é a chuva que molha o verão,

Sonhos desfeitos viraram areia na mão.

Busco respostas no eco do vazio,

Deus é um quebra-cabeça sem peças no meio do rio...

Na escuridão do que eu nunca vou saber,

Tento abraçar o que não pode ser.

Mas se a vida é um fogo que o vento apagou,

Queimar no amor é o que me restou!

Ôh, vida! Por que é tão curto o teu cais?

Amores não amados, são hipotéticos finais.

Ôh, mundo! Mistério que a luz não alcança,

A gente é poeira, nas do destino que balança!