Segredos no Eco

Minhas noites eram frias iguais ao vento

O vazio dançava lento no meu peito

Silêncio sussurrava um tormento

E eu lutava como quem já não tem jeito

Não era pra ser assim disse o eco sozinho

Mas a vida rasga sem avisar caminho

Tudo aconteceu tão de repente

Um filme quebrado na mente de gente

REFRÃO

Seus olhos cortam como faca sem dó

Entre as sombras onde tudo virou pó

Na luz fraca onde o tempo desmorona

Vocês eram tudo mas viraram lembrança morta e taciturna

Na canção faltava um verso que doía

Pendências jogadas numa melodia vazia

Marcas no chão de passos dispersos

Segredos no eco de dias submersos

Tentei tocar a linha do horizonte

Mas eram grades sobre uma ponte

Fria a lua ria do meu delírio

Seu reflexo era um espelho com sorriso sombrio

REFRÃO

Seus olhos cortam como faca sem dó

Entre as sombras onde tudo virou pó

Na luz fraca onde o tempo desmorona

Vocês eram tudo mas viraram lembrança morta e taciturna