O RETORNO DAS PRAGAS
Por favor
Me ensina a ser assim
Sorrindo com o planeta em pleno fim
Fazendo planos em plena pandemia.
Me ensina a olhar para o horizonte
Lembrar do tempo em que eu gargalhava
Quero ver otimismo vivo
E rir do retorno das pragas.
Palavras saem da mão de um canhoto
Como lidar com tanto gafanhoto
Banhado em água pútrida e vermelha
Sujas de sangue as minhas roupas
Atraem milhares de moscas
Que juntam-se aos meus piolhos
Três dias de obscuridade
Milhões de rãs pela cidade
Enquanto morrem os animais
Na contramão do que eu preciso
Sob uma chuva de granizo
As cores vão perdendo o brilho
Em meio ao velho testamento
Sorrio com um pensamento...
Lembrei que sou o primeiro filho!