Mais ninguém
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Tempestades de areia;
restos de um vulcão feroz.
Mãos nos olhos que nos cegam;
gritos no escuro, ouço sua voz.
Que reclama, que implora...
Mesmo sem se fazer ouvir.
Veja as chamas dessas velas
que acendemos pra você.
Gritos no escuro,
marcas de sangue no chão.
Como sobreviver, escutar você,
controlar o vulcão
e brincar na areia que hoje mata você?
Nos destroços do planeta,
busco reencontrar o bem;
Mãos nos olhos que me cegam,
gestos inúteis, não há mais ninguém
que reclame, que implore,
mesmo sem se fazer ouvir.
Vejo marcas nas janelas,
no inconsciente do meu ser.
Gritos no escuro,
marcas de sangue nas mãos.
Como sobreviver, encontrar você,
controlar o vulcão
e brincar no planeta,
se não há mais ninguém
para conversar?
(Nijair)
Música do meu CD Claustro.
Para baixar as músicas em mp3, acesse:
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Para ouvir a música acesse:
http://tramavirtual.uol.com.br/musica/tocar/67074/