RETRATO SERTANEJO
O meu ranchinho encostado ao pé da serra,
Feito de barro e coberto de sapé,
É meu pedaço do céu aqui na terra,
Pois com amor construí com muita fé.
E bem ao lado, junto à mata verdejante,
Corre um riacho de água cristalina,
Por entre as pedras vai rolando murmurante,
Serpenteando pelo verde da campina.
Casinha simples, sem conforto e sem pintura,
De chão batido e pau-a-pique na parede,
Fogão de lenha na cozinha sem fartura,
Na sala um banco e no quarto uma rede.
Mas dentro dela tem alguém a me esperar,
Enquanto eu luto pelo pão de cada dia,
Minha cabocla veio comigo morar,
Trazendo amor, muita paz e alegria.
De manhãzinha, quando o galo no terreiro,
Canta faceiro para o dia anunciar,
E o meu cachorro fiel e companheiro
Corre ligeiro pronto prá me acompanhar,
Pego a enxada e vou prá roça trabalhar,
Cuidar da terra com carinho e devoção,
Roçar o mato, amanhar e estercar,
Plantar com amor prá poder colher o pão.
De tardezinha volto prá casa cansado,
Minha cabocla vem correndo me abraçar
E nos seus braços eu me sinto renovado,
No seu amor eu me faço repousar.
Pego a viola e vou prá rede pontear,
Desponta a lua clareando a escuridão,
Olhando a lua lá no céu fico a pensar
Como é bonita a vida no meu sertão.
(Ouça o áudio na seção própria)
O meu ranchinho encostado ao pé da serra,
Feito de barro e coberto de sapé,
É meu pedaço do céu aqui na terra,
Pois com amor construí com muita fé.
E bem ao lado, junto à mata verdejante,
Corre um riacho de água cristalina,
Por entre as pedras vai rolando murmurante,
Serpenteando pelo verde da campina.
Casinha simples, sem conforto e sem pintura,
De chão batido e pau-a-pique na parede,
Fogão de lenha na cozinha sem fartura,
Na sala um banco e no quarto uma rede.
Mas dentro dela tem alguém a me esperar,
Enquanto eu luto pelo pão de cada dia,
Minha cabocla veio comigo morar,
Trazendo amor, muita paz e alegria.
De manhãzinha, quando o galo no terreiro,
Canta faceiro para o dia anunciar,
E o meu cachorro fiel e companheiro
Corre ligeiro pronto prá me acompanhar,
Pego a enxada e vou prá roça trabalhar,
Cuidar da terra com carinho e devoção,
Roçar o mato, amanhar e estercar,
Plantar com amor prá poder colher o pão.
De tardezinha volto prá casa cansado,
Minha cabocla vem correndo me abraçar
E nos seus braços eu me sinto renovado,
No seu amor eu me faço repousar.
Pego a viola e vou prá rede pontear,
Desponta a lua clareando a escuridão,
Olhando a lua lá no céu fico a pensar
Como é bonita a vida no meu sertão.
(Ouça o áudio na seção própria)