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Metal Land – O Padre, o Prefeito e o Cachorro – parte 3
Não deu nem tempo para Magnus obter a informação sobre o Totó, pois Pueritus em um ato de desespero sumiu da vista de todos…

— Mas que…!
— E ai! Conseguiu alguma informação sobre o Totó? – perguntou Hans ao reencontrar com Magnus.
— Nada! O maldito pirralho sabia onde estava o cachorro! Mas ele não teve coragem o suficiente para aguentar o “Peso Bruto da Realidade”! – respondeu Magnus.
— Calma Magnus… Vamos encontrar esse cachorro.

Novamente os heróis voltaram a procurar pelo cachorro por toda a vila e novamente não encontraram o bendito Totó.

E procuram de novo, de novo e de novo…

Isso deixava Magnus cada vez mais insuportável; e Hans não sabia até quando aguentaria os resmungos do amigo. Entretanto, já no fim do dia, um raio de esperança iluminou os heróis.

Entrava na Iucunda Vrbs um homem alto e de porte físico invejável, com uma impecável indumentária militar cheia de condecorações. O seu cabelo é castanho escuro liso e seus olhos a mesma cor. Uma espada ricamente adornada enfeita a sua cintura. Era ele: O General de Todas as Nações!

— General de Todas as Nações! – exclamou Hans!
— Com as suas belas condecorações! – completou Magnus!
Salue amici! – saudou o general.
Für Donnergott! Nunca pensei que veria pessoalmente! Simplesmente é o cara que mantém todas as nações do Império do Latium unidas! Até os metaleiros da Terra do Metal o admiram! – disse Magnus.
Ita amicus. Apesar de ainda não aceitarem a Lavínia como Maxima Imperatrix, os metaleiros respeitam a soberania da Miles Dominis. - respondeu o general.
— Desculpe a minha inconveniência, mas o que faz o Dux Omne Nationes nesta humilde vila? – perguntou Hans para o general.
— Vim aqui só para entregar um livro que peguei emprestado com o prefeito, o Sacer Liber. - respondeu o general.
— Mas peraí! Quer dizer que o Sacer Liber estava emprestado com o General de Todas as Nações?! – disse Magnus.
Ita amicus, pois este é uma edição iucundiana e possui uns trechos bem peculiares ao compararmos com o oficial. - respondeu o general.
— Se vocês não sabem, este livro é a única versão iucundiana do Sacer Liber. Logo peguei emprestado para fazer uma cópia. - continuou o General.
— Então esse livro deve ser um exemplar de valor incalculável! –disse Hans.
Ita iuuenis! Portanto, como poucas pessoas conhece esta vila, creio que seja o melhor lugar para guardar o Sacer Liber iucundiano. - completou o general.
— General, então deixa que eu entrego o livro ao prefeito, pois sei que o senhor é uma pessoa muito ocupada. Portanto me permita finalizar a tarefa. - sugestionou Hans.
Totum bene. Como sei que os habitantes da Iucunda Vrbs são pessoas honestas e ordeiras, permitirei que você termine essa missão.

Assim termina a busca pelo Sacer Liber.

Amici! Fico muito agradecido por me ajudar. Agora tenho que ir e continuar a minha vigilância por todas as nações, pois preciso verificar se ainda há presença de inumanos.
— Mas Dux, os inumanos não já foram extintos quando se formou o Império do Estado Humano? – perguntou Hans.
Veritas amicus, nós destruímos a última tribo de inumanos quando fundamos o Imperium Stati Humani. Lembro quando o meu pai me falava sobre a vida antes do Missus a Domino chegar. O nosso mundo fora assolado pelos mais diversos tipos de inumanos! Uns foram como “filhos da fúria”, possuíram pele verde e o dobro de altura de um miles! Já outros foram de uma estrutura mais esbelta e bela, possuíram orelhas pontiagudas e um olha doce e sedutor; porém dentro deles o ódio transbordara e utilizaram a magia no seu formato mais vil! Mas com a chegada do Missus, através da singela prece feita por uma camponesa desconhecida ao ter a sua terra invadida por monstruosos inumanos, todos os povos se uniram; e ao comando do Missus, fora formada a Liga Humana. A parti desse momento, as bestas inumanas foram sendo dizimadas uma a uma, sine pietas, sine clementia. Logo, é preciso manter o nosso mundo livre de qualquer resquício de maldade e manter sempre os nossos corações puros; essa fora a última ordem do Missus antes de passar o poder para a humilde camponesa Lavínia.
— É isso que não entendo, General de Todas as Nações? Por que o Enviado passou o poder imperial justamente para uma camponesa? – agora foi a vez do Magnus perguntar.
Simples amicus, da mesma forma que o Missus foi chamado por uma humilde camponesa, ele sentiu a necessidade fechar o seu ciclo aqui da mesma forma como veio: através de um coração puro.
— Claro que isso não agradou a todos, tanto que os metaleiros da Terra do Metal não aceitam a soberania da Maxima Imperatrix. Dessa forma o Imperium Stati Humani passo a ser chamado Imperium Latium, como hoje é conhecido; ou na vossa língua: Império do Latium. - terminou o general.

Sendo assim, o General se despediu dos dois rapazes.

— Vamos Hans! Ache logo a passagem para mostrar ao Padre! – apressadamente disse Magnus.
— Calma, primeiro precisamos mostrar o Sacer Liber ao Prefeito, pois ele deve estar pensando que o Totó destruiu o livro sagrado. - pacientemente respondeu Hans.

Ao chegarem na casa do Prefeito foram recepcionados pela Dona Adelaide.

— Vocês encontraram o Sacer Liber! Onde estava o livro? – perguntou a Dona Adelaide.
— Estava emprestado com o General de Todas as Nações. - respondeu Hans.
— Ah sim… Eu havia esquecido que tinha emprestado ao General de Todas as Nações, pois ele queria fazer uma cópia do Sacer Liber iucundiano. - disse o Prefeito ao chegar para recepcionar os heróis, e ao lado dele estava o fofinho do Totó.
— Perai! Quer dizer que o cachorro estava esse tempo todo com o próprio Prefeito!? – indignou Magnus.
— Quando vocês vieram aqui para perguntar sobre o Sacer Liber, o Totó estava dormindo debaixo da minha cama. E lá ele ficou o dia inteiro num sono quase infinito. - respondeu o Prefeito.
Für Donnergott!!! – esbravejou Magnus!
— Ah… no meu tempo os jovens não esbravejavam nessas línguas estranhas, mas sim no belo e elegante idioma do Latium. Eu me lembro quando era a menininha do lacinho vermelho… Todas as manhãs eu ansiava pelas aulas de Latium na Escolinha da Tia Violeta. E em casa vivia traduzindo os mais belíssimos contos do povo do Latium! Tanto que eu era a principal cantora do coral da igreja. Muitos falavam que sentiam a presença do próprio Dominus quando eu cantava em Latium… - falou a Dona Adelaide com a sua nostalgia de sempre.
— Sim, realmente idioma do Latium é perfeito Dona Adelaide, porém Prefeito, eu poderia levar o Sacer Liber emprestado? – perguntou Hans, antes do Magnus ser grosseiro com a Dona Adelaide.
— Claro meu jovem, afinal, você é um ciuis bonus. – respondeu o Prefeito.

Assim Hans e Magnus se despediram do Prefeito e da Dona Adelaide.

E acaba a trilogia “O Padre, o Prefeito e o Cachorro”.
Hans Vitor
Enviado por Hans Vitor em 27/02/2017
Reeditado em 05/03/2017
Código do texto: T5925271
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Hans Vitor
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 35 anos
10 textos (217 leituras)
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Hans Vitor