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NIETZSCHE - APOLO/JACINTO... a CIDADE E AS SERRAS faz a referência ao mito jacinto.

Ouvi e gostei dos links:

A Alegria e o Trágico Em Nietzsche - Roberto Machado (filósofo - café filosófico)

Publicado em 17 de mar de 2013
Privilegiando os temas do niilismo e do eterno retorno, Roberto Machado mostra que um dos principais objetivos de Nietzsche ao criar uma filosofia trágica é defender uma alegria incondicional com a vida, uma aprovação jubilatória da existência. São muitos os textos de Nietzsche que vão neste sentido. É privilegiado, nesta exposição, o lugar onde o tema da alegria é apresentado com maior relevância: o livro que, para ser condizente coma idéia de trágico e a tentativa de escapar da racionalidade conceitual da filosofia, utiliza uma forma de expressão artística, ou melhor, poético-dramática, que permite considerá-lo o ápice da filosofia de Nietzsche.

Roberto Machado é doutor em Filosofia pela モUniversité Catholique de Louvainヤ, na Bélgica. Publicou, entre outros, os livros: Nietzsche e a verdade. Rio, Rocco, 1984; Deleuze e a filosofia. Rio, Graal, 1990 (esgotado). Zaratustra, tragédia nietzschiana. Rio, Zahar, 1997; 3ª edição 2001. O nascimento do trágico: de Schiller a Nietzsche, Rio, Zahar, 2006. Foucault, a ciência e o saber, Rio, Zahar, 2006.


https://www.youtube.com/watch?v=-1Z13Akx4Pk

Minhas anotações do café filosófico: Nietzsche é o filósofo da vida e do medo de viver para viver com coragem... A vida por si só já é o grande desafio; sem ela, os deuses nada seriam... "O tempo é a imitação ou simulacro da eternidade..."
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"Assim falou Zaratustra: um livro para todos e para ninguém (em alemão: Also sprach Zarathustra: Ein Buch für Alle und Keinen) é um livro escrito entre 1883 e 1885 pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume."
https://pt.wikipedia.org/wiki/Assim_Falou_Zaratustra
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Nietzsche constata a morte do deus burguês como morto. O filósofo não é a negação do divino no homem e nem do homem no divino. Ambos estão visceralmente juntos, ontologicamente marcados pela morte e vida. A morte de Deus é a expressão corajosa de dizer não a tudo que nega a vida em nome de um Deus titânico ou da submissão do homem a uma sobrenatural...
Esse deus nos sufoca! Tira-nos a criatividade e a coragem de viver.
O adivinho: texto de Nitzsche: o homem vive em câmaras mortuárias, cansados de viver, sem esperança... Vive-se a tragicidade da vida. A náusea do niilismo negativo (contra as forças sufocantes do sobrenatural) e reverso (das contradições do próprio viver entre os homens e do cansaço de viver em si e por si). O eterno retorno (o tempo sem começo contra Platão -não há eternidade, sem parusia e fim dos tempos), sem passado e sem futuro: o tempo é circular, cosmológico, físico. Cada tempo pode ter seu instante único e de eternização para cada um: amar a vida com máxima intensidade - amor fati (latim): amar o acontecimento; amar a si e a vida que pulsa como única esperança contra a serpente - mordendo-a e cuspindo-a, e descobrindo a alegria de viver a cada dia... Viver a poeticidade da vida como arte de viver, um fazer poético, que sai do labirinto de si e vence - descobre-se a leveza do ser na sua crueldade e dureza diária. Vale a pena viver - temos o super-homem em nós... quando assumimos nosso homem-argila e o homem trágico e do retorno da vida.
O grau de potencia é a diferença no modo como se vive e se dá sentido à vida. Ser ativo: máximo, alegremente afirma o eterno retorno do viver a novidade de cada dia, sem ficar preso ao passado e nem medo do futuro. O desejo de viver o retomar a vida em seu fenômeno de viver... o riso vem aí apesar de tanto choro e perdas, (de)caídas e enfrentamentos, deixar o peso da vida (desentalar a serpente - para isso é preciso morder a serpente e cuspi-la... como o pastor e a serpente)

"Sinto um fastio-náusea pelo homem" (niilismo como repensar a vida - o saber pode sufocar a vida...): o homem e seu peso existencial: alegria, o pastor e negra serpente/pesada e o convalescente-pastor,


UMA VIDA DE UMA ESTUDANTE SOBRE MITO DE APOLO E DIONÍSIO - Enviado em 9 de mar de 2010 - O que é mito? Quem foram Dionísio e Apolo?
3º C - Colégio Estadual Marquês de Caravelas - Arapongas, PR.
 VIDO EM:
https://www.youtube.com/watch?v=zfbnJF-2zlE

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Apolo amava apaixonadamente um jovem chamado Jacinto. Acompanhava-o em suas diversões, levava a rede quando ele pescava, conduzia os cães quando ele caçava, seguia-o em suas excursões pelas montanhas e esquecia, por sua causa, a lira e as setas. Certo dia, os dois divertiram-se com um jogo e Apolo, impulsionando o disco, com força e agilidade, lançou-o muito alto no ar. Jacinto contemplou o disco e, excitado com o jogo, correu a apanhá-lo, ansioso por fazer a sua jogada, mas o disco saltou na terra e atingiu-o na testa. O jovem caiu desmaiado. O deus, pálido como Jacinto, ergueu-o e tratou de aplicar toda a sua arte, para estancar o sangue e conservar a vida que se esvanecia, mas tudo em vão: o ferimento estava além dos poderes da medicina. Como um lírio cuja haste quebrou-se num jardim, curva-se e volta para a terra suas flores, assim a cabeça do jovem moribundo, como se tivesse se tornado muito pesada para o pescoço, pendeu sobre o ombro. — Morreste, Jacinto — exclamou Apolo —, roubado por mim de tua juventude. O sofrimento é teu, e meu o crime. Pudesse eu morrer por ti! Como, porém, isto é impossível, viverás comigo, na memória e no canto. Minha lira há de celebrar-te, meu canto contará teu destino e tu te trans-formarás numa flor gravada com minha saudade. Enquanto Apolo falava, o sangue que escorrera para o chão e manchara a erva, deixou de ser sangue; uma flor de colorido mais belo que a púrpura tíria nasceu, semelhante ao lírio, com a diferença de que é roxo, ao passo que o lírio é de uma brancura argêntea.2 E isso não foi bastante para Febo. Para conferir ainda maior honra, deixou seu pesar marcado nas pétalas, e nelas escreveu "Ai! Ai!", como até hoje se vê. A flor tem o nome de jacinto e sempre que a primavera volta, revive a memória do jovem e lembra o seu destino. Conta-se que Zéfiro (o vento oeste), que também amava Jacinto e tinha ciúme da preferência de Apolo, desviou o disco de seu rumo para fazê-lo atingir o jovem.

Keats faz alusão a isso no "Endimião", quando descreve os espectadores do jogo de argolas:

Contemplam os jogadores dos dois lados
Lembrando, ao mesmo tempo,
A sorte de Jacinto, quando o sopro,
De Zéfiro o matou;
De Zéfiro que, agora, penitente,
Quando Febo se eleva
No céu, as pétalas da florzinha beija.

Também no "Lycidas" de Milton há uma alusão ao jacinto:

A roxa flor que traz a dor impressa.

http://amitologianahistoria.blogspot.com.br/2010/07/mitologia-grega-apolo-e-jacinto.html
J B Pereira e http://amitologianahistoria.blogspot.com.br/2010/07/mitologia-grega-apolo-e-jacinto.html
Enviado por J B Pereira em 08/11/2015
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira