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Somos convocados por Deus à eternidade em Jesus!

Leia os artigos de J B Pereira em RECANTO DAS LETRAS.

Boa noite! Jesus nos dá as pistas da felicidade como autêntico Filho de Deus, santo e puro, portal e pastor de nossas almas. A Jesus nos entreguemos com fé e conversão do coração. Jesus é o nosso salvador.
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SALMO 8 – A REVELAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS

Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?
Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.
Salmos 8:4,5

Este salmo reconhece a grandeza de Deus em fazer o homem para viver em comunidade e ser salvo por Jesus. Jesus também se fez homem por amor e obediência ao Pai.
O número 8 nos aponta a realidade de Deus no sete + 1, pois 7 é um convite a perfeição que vem de Deus na eternidade (oito é o infinito como atributo e valor de Deus como transcendência); só Deus é único e todo-poderoso, nesse sentido nunca é descartável. Se a criatura humana admirasse sua transcendência como vocação eterna e como criatura de Deus, não se escravizaria com as realidade do mundo por muito que sejam prazerosas, belas, sedutoras, contudo efêmeras ou passageiras. No lugar é o Céu, aqui é uma prova de amor e passagem. Viver aqui o dom de Deus, amando-o sobre tudo e sobre todas as criaturas e bens, é a nossa missão, para concluir que somos de Deus e chamados a viver com Deus eternamente. Deus nos fez menor que os anjos, mas para sermos salvos me Jesus, o Novo Homem segundo o projeto de Deus.

PESQUISA EM: http://www.iasdemfoco.net/coracao/text/0008.htm
 
O Salmo 8 é tanto um salmo de louvor como de adoração. Davi começa esse salmo com uma invocação ao nome de Deus: “Ó SENHOR, Senhor nosso!” No idioma português, parece uma repetição enfática; mas no original, as palavras são Yahweh e Adonay. Yahweh é o nome de Deus mais encontrado na Bíblia e significa “o Eterno, Aquele que Existe por Si Mesmo”. Adonay significa Senhor, Soberano, e é igualmente aplicado a Deus.



Pr. Roberto Biagini
Mestrado em Teologia
prbiagini@gmail.com
 

A GLÓRIA DE DEUS É REVELADA MAIS AMPLAMENTE ATRAVÉS DO HOMEM (v. 5)
 
Mas o salmista também vê a glória de Deus através do próprio homem. Ele continua dizendo: “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste.   Deste-lhe domínio sobre as obras da Tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares.”
 
1 – O homem foi criado à imagem divina. Deus revelou a Sua glória no homem que foi criado à Sua própria imagem e semelhança. Adão foi criado perfeito, recebendo de Seu Criador as glórias de Sua imagem, do Seu caráter, formado com as faculdades físicas, mentais e espirituais, em processo de desenvolvimento e perfeita harmonia. Este é um pensamento estarrecedor: Como pôde o Deus Todo-Poderoso, o Criador de milhões de galáxias e de mundos e estrelas sem conta, honrar tanto o homem que o criou à Sua imagem?
 
2 – O homem foi criado com uma distinção divina: “Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus”. Os anjos têm a sua própria glória; entretanto, só o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. Não sabemos nada sobre as limitações dos anjos, além do fato de que Deus vê imperfeições neles (Jó 4:18). Mas a coisa mais impressionante é que o homem foi “por um pouco, menor do que Deus”. Esta é uma declaração exclusiva para o homem. Esta é uma afirmação tão bombástica que os 70 judeus que traduziram o Antigo Testamento para o grego trocaram a palavra “Deus” e a substituíram por “anjos”, como aparece na Septuaginta (LXX).
 
Eles julgaram que Davi tinha ido longe demais em sua declaração sobre o homem. Eles pensaram que seria mais próprio comparar o homem com os anjos. Entretanto, os homens podem ser co-criadores com Deus no processo da reprodução, o que não acontece com os anjos (Mt 22:30), razão por que o homem foi criado superior aos anjos, em poder de gerar outros seres à semelhança do mesmo Deus. Mas ainda no Céu, cessado o processo da reprodução, os homens serão considerados superiores aos anjos: “Aqueles que, na força de Cristo, vencem o grande inimigo de Deus e do homem ocuparão nas cortes celestiais uma posição superior à dos anjos que nunca caíram.” (E.G.White, MM 1992, Exaltai-O, p. 231).
 
3 – O homem foi criado com capacidades divinas: Assim como Deus é o Rei do universo, o homem foi criado para dominar como rei da criação, sobre toda a terra e sobre todos os animais do campo, as aves dos céus e os peixes do mar. Ele é o único dentre os seres criados neste planeta que pode se comunicar com Deus através do seu espírito, no qual o Espírito Santo fala, deixando-lhe a convicção inabalável de que somos filhos de Deus. O homem foi criado para desenvolver as suas faculdades físicas, mentais e espirituais, galgando a perfeição.
 
III - A GLÓRIA DE DEUS É REVELADA MAIS PERFEITAMENTE ATRAVÉS DE CRISTO (Hb 2:7,9)
 
A maior revelação da glória de Deus não está nos céus; não está no homem. A maior revelação da glória de Deus está em Jesus Cristo. O apóstolo Paulo nos ensina isto em sua interpretação do salmo 8 que ele torna cristocêntrico, escrevendo aos Hebreus. Citando o salmo 8, disse em Heb 2:7: “Fizeste-o, por um pouco, menor que os anjos, de glória e de honra o coroaste”.
 
Paulo está citando a Septuaginta que era a Escritura de que ele dispunha na época, que colocou a palavra “anjos” no lugar da palavra “Deus”. Essa passagem revelou um capricho dos judeus, querendo ser mais reverentes do que Davi, como eu disse antes. Mas foi nessa mesma passagem que Paulo por inspiração divina baseou a sua teologia da humilhação de Cristo para revelar a glória de Deus através dEle.
 
Como Paulo interpreta o salmo 8? Este salmo, para ele, tem um sentido muito mais amplo, porque era um salmo messiânico: não significava apenas uma descrição do homem, mas de Cristo. Assim ele se expressa: “Vemos, todavia, Aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem.” (Hb 2:9).
 
1 – Cristo foi feito menor do que os anjos. Ele não tinha a natureza de Adão antes do pecado, corpo forte, sem as fraquezas e enfermidades que nos são tão próprias. Ele assumiu a natureza humana, após 4.000 anos de fraqueza e degradação. Embora sem pecado e sem a natureza pecaminosa, Cristo foi considerado menor que os anjos por causa do Seu sofrimento. Mas isso foi apenas “por um pouco”.
 
2 – Cristo revelou a glória de Deus. Ele foi coroado de glória e honra para exercer o domínio do mundo por vir. Em Cristo, Deus revelou a Sua exuberante glória, em Sua vida perfeita, em Seu poder de curar, realizar milagres, e em Sua ressurreição e ascensão. Então, Ele assumiu o Seu lugar de honra e todos os anjos O receberam e O adoraram. Com isso Paulo prova que Jesus Cristo é superior aos anjos, e, portanto, sendo Deus, deve receber a nossa adoração e obediência.
 
3 – Cristo revelou a excelência da glória de Deus. Isso não está nos céus estelares, e muito menos no homem. Isto foi revelado em Cristo, na Cruz do Calvário. Lá é que foi revelada a excelência da glória de Deus. Na Cruz, vemos um Deus Se revelando em Seu caráter de amor pelo pecador e justiça ao punir o pecado em Seu próprio Filho! Este é o pensamento mais estarrecedor que encanta aos anjos e aos habitantes dos mundos do universo, e deveria nos encher de assombro e admiração!
 
É o nosso grande Deus, o Criador das 200 milhões de galáxias que Se inclina na mais abjeta humilhação da Cruz para salvar o pecador, a nós, a mim e a você que aqui está! A Cruz revela a glória do caráter de um Deus de amor e justiça de forma incontestável, faz calar os Seus inimigos e dá uma resposta satisfatória a todo o Universo!
 
CONCLUSÃO
 
O salmista termina o seu cântico de louvor e adoração exatamente como iniciou: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!” (Sl 8:9). Muitas vezes, no pensamento hebraico, os profetas apresentam o clímax, antes de qualquer outra idéia, o fim antes do princípio, o melhor colocado em primeiro lugar. Mas como o clímax é muito especial, Davi o repete, no fim, onde deve ser colocado.
 
Depois de estudarmos um salmo como este, não encontramos outras palavras mesmo senão as do próprio Davi, ao dizer: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a Terra é o Teu nome!” Quão digno de ser louvado e glorificado! Quão digno de ser lembrado e visitado em Sua igreja! Quão digno de ser amado, e servido em obediência e amor! Quão digno Ele é de ser ansiosamente esperado em Sua gloriosa vinda à Terra!
 
J B Pereira e http://www.iasdemfoco.net/coracao/text/0008.htm
Enviado por J B Pereira em 28/04/2015
Reeditado em 28/04/2015
Código do texto: T5223837
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira