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AULA DE ROMANTISMO EM POEMAS E MÚSICAS CONTEMPORÂNEAS. 2 C

PRIMEIRA AULA - 2º ANO C


VER EXERCÍCIOS: 10 QUESTÕES EM:

http://rachacuca.com.br/quiz/58953/romantismo-brasileiro-prosa-e-poesia/

CONFEIRIR RESPOSTAS EM:

http://rachacuca.com.br/quiz/solve/58953/romantismo-brasileiro-prosa-e-poesia/

FAÇA O CAÇA-PALAVRA EM:

http://www.imagem.eti.br/palavras-cruzadas/palavras-cruzadas-romantismo-segunda-geracao.php

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POR QUE SENDO UMA MÚSICA TÃO MODERNA TEM ELEMENTOS ROMÂNTICOS E NACIONALISTAS BEM SUAVES.

QUE EXPRESSÕES A MÚSICA TÊM A VER COM O TEMA ROMANTISMO?

QUAL A RELAÇÃO DESSA MÚSICA COM A CANÇÃO DO EXÍLIO?


Vamos Fugir
Skank
Compositor: Gilberto Gil e Liminha
x
PAUSELetra
Cifra

Vamos fugir
Deste lugar, baby
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue.

Vamos fugir
Pro outro lugar, baby
Vamos fugir
Pra onde quer que você vá
Que você me carregue

[Refrão]
Pois diga que irá
Irá já, Irajá
Pra onde eu só veja você,
Você veja-me só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum, outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé.
Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul.
Céu azul, céu azul.
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu

Vamos fugir
Pra outro lugar, baby.
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã,
Onde a gente escorregue

Vamos fugir
Deste lugar, baby.
Vamos fugir
Tô cansado de esperar
Que você me carregue.

Pois diga que irá
Irajá, Irajá
Pra onde eu só veja você,
Você veja-me só
Marajó, Marajó
Qualquer outro lugar comum, outro lugar qualquer
Guaporé, Guaporé.
Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul.
Céu azul, céu azul.
Onde haja só meu corpo nu
Junto ao seu corpo nu

Vamos fugir
Pra outro lugar, baby.
Vamos fugir
Pra onde haja um tobogã,
Onde a gente escorregue
Todo dia de manhã
Flores que a gente regue
Uma banda de maçã
Outra banda de Reggae

Tô cansado de esperar
Que você me carregue.
Todo dia de manhã
Flores que a gente Regue

Uma banda de maçã
Outra banda de Reggae


Link: http://www.vagalume.com.br/skank/vamos-fugir.html#ixzz3XQw5paBI

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Canção do exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em  cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar �sozinho, à noite�
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que disfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
 

De Primeiros cantos (1847), de Gonçalves Dias.

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se terminou: curta a música:
A Canção Do Exílio
Embaixadores de Sião

http://www.vagalume.com.br/browse/style/rock.html#play

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SEGUNDA AULA - 2º ANO C

LEIA COM ATENÇÃO A CITAÇÃO


O poema, ao contrário, foi composto por um Eu-comunicante,
Gonçalves Dias, que sendo impedido de casar com o grande amor de sua
vida Ana Amélia, sustentava um casamento conturbado com Olímpia
Coriolana. Parece-nos, portanto, razoável a hipótese de que o Eucomunicante
se sentisse como o Eu-enunciador, morto em vida, e quisesse
provar que se morre de amor. Ou seja, o poeta elaborou um projeto de
comunicação para comprovar sua tese, que não incluía, porém, argumentos.
O argumento se dirige ao lado racional do interlocutor, e a ausência
de argumentos pressupõe que a adesão da mulher viria mais facilmente
pela expressão sentimental da poesia que pela argumentação. Mas por
que se teria essa visão da mulher? Para chegar à resposta, cabe-nos investigar
a situação comunicativa que envolveu a produção desse texto.
Em meados do século XIX, época em que o poema foi produzido,
o público dos escritores românticos no Brasil era formado basicamente
por estudantes e mulheres. Aqueles de espírito crítico propiciado por uma
educação acadêmica não só consumiam literatura, como a produziam, colaborando
em periódicos ou fundando suas próprias revistas quando não
encontravam espaço para divulgar suas idéias.
Já as mulheres, oprimidas e subservientes, só passaram a ter acesso
à alfabetização e, conseqüentemente, à literatura após a década de 30,
compondo, assim, um público mais passivo, que degustava as histórias
dos romances, como uma fuga à sua realidade.
Os moralistas, no entanto, condenavam a leitura feminina, pois,
segundo Ubiratan Machado:
Detectavam na literatura, sobretudo na ficção, venenos insinuantes na desagregação
da família patriarcal pelas novas atitudes das iaiás alfabetizadas,
cantoras de modinhas e lundus, tocadoras de piano, apaixonadas por poemas e
poetas. Rebeldes, cabeças-duras, corações abertos ao sonho. (Machado, 2001,
p. 40)
Segundo o mesmo autor, percebendo que o número de leitoras
aumentava indubitavelmente, os escritores passaram a dirigir-se a elas
afetuosamente: “amáveis leitoras, queridinhas do coração, docinhos de
coco, iaiás da minha perdição”. No entanto, entre ser-lhes terno e respeitá-las
intelectualmente existe considerável distância.
DEPARTAMENTO DE LETRAS
154 SOLETRAS, Ano VIII, N° 15. São Gonçalo: UERJ, jan./jun.2008
É no entorno dessa situação comunicativa que se localiza o texto,
o que ajuda a compreender não só a escolha do tema e da tese a ser defendida,
mas também a ausência de argumentos para fazê-lo, visto que a
argumentação está diretamente relacionada à democracia e o Tuinterpretante
preponderante, além de ter seu potencial intelectual subestimado,
submetia-se a uma condição servil naquela sociedade.
O projeto de comunicação do poema consiste em provar que é
possível morrer de amor e, para tal, o Eu-enunciador defende duas teses.
A inicial e secundária assegura que não se morre de amor, e a posterior e
principal que do amor verdadeiro se morre."

fonte: DEPARTAMENTO DE LETRAS - 148
SOLETRAS, Ano VIII, N° 15. São Gonçalo: UERJ, jan./jun.2008
BREVE ESTUDO DA ARGUMENTAÇÃO EM SE SE MORRE DE AMOR, DE GONÇALVES DIAS
Marcia de Oliveira Gomes

FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
SOLETRAS, Ano VIII, N° 15. São Gonçalo: UERJ, jan./jun.2008 159

LEIA O POEMA ROMÂNTICO DE GONÇALVES DIAS:

Se Se Morre de Amor!

Meere und Berge und Horizonte zwischen den Liebenden
– aber die Seelen versetzen sích aus dem
staubigen Kerker und treffen sich im Paradiese der
Liebe.  (Schiller)

TRADUÇÃO DA EPÍGRAFE:
“Mares e montanhas e horizontes separam os amantes – mas as almas escapam às masmorras
poentas e se vão encontrar no paraíso do amor.”
(Os Bandidos, 4.º ato, cena IV)

Se se morre de amor! – Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n'alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!
Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d'amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro
Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D'amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração – abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d'extremos,
D'altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr'ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D'aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!


Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu'olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d'ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr'ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!
Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas – em puro céu d'êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;
Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, – se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ânsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!
Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, – às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

(Gonçalves Dias)
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AGORA RESPONDA EM SEU CADERNO:

1. ESCOLHA UM ARGUMENTO DO POETA PORQUE SE MORRE DE AMOR?

2. O AMOR NÃO MATA E NÃO MORRE! É POSSÍVEL AMAR SEM PERDER A RAZÃO. O AMOR NOS AJUDA A CONSTRUIR UM PROJETO EM COMUM E NÃO MATA NINGUÉM. QUANDO ESTAMOS EM PAZ NÃO QUEREMOS GUERRA E PREJUDICA. NINGUÉM. Escreva sobre isso e dê um exemplo!


QUANDO NOS OPRIME E DEPRIME OU NÃO NOS DEIXA SER MELHOR E LIVRE PARA TOMAR DECISÕES BOAS ESSE NÃO É O AMOR É UMA PAIXÃO.

3.QUAL A DIFERENÇA ENTRE PAIXÃO E AMOR? ESCREVE SOBRE ISSO.

4. OUÇA OU LEIA SOBRE A MÚSICA: SÓ HOJE...

QUAIS AS PALAVRAS E EXPRESSÕES DA MÚSICA NOS INDICAM O ESPÍRITO ROMÂNTICO AINDA VIVO?


Só Hoje
Jota Quest


Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito
Nem que seja só pra te levar pra casa
Depois de um dia normal
Olhar teus olhos de promessas fáceis
E te beijar a boca de um jeito que te faça rir
Que te faça rir

Hoje eu preciso te abraçar
Sentir teu cheiro de roupa limpa
Pra esquecer os meus anseios
E dormir em paz

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café
Ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre
Sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor
Com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Hoje eu preciso ouvir qualquer palavra tua
Qualquer frase exagerada que me faça sentir alegria
Em estar vivo

Hoje eu preciso tomar um café
Ouvindo você suspirar
Me dizendo que eu sou o causador da tua insônia
Que eu faço tudo errado sempre
Sempre

Hoje preciso de você
Com qualquer humor
Com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz
Só hoje

Hoje preciso de você
Com qualquer humor
Com qualquer sorriso
Hoje só tua presença
Vai me deixar feliz, feliz
Só hoje


Link: http://www.vagalume.com.br/jota-quest/so-hoje.html#ixzz3XR1XQhlp

http://www.vagalume.com.br/jota-quest/so-hoje.html
Enviado por J B Pereira em 15/04/2015
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Sobre o autor
J B Pereira
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J B Pereira