Um amor maior que a vida (Cap. 1)
O DIA EM QUE TUDO MUDARIA
As nuvens decoravam o céu com seus desenhos: um rosto de criança, anjos brincando, cachorros, e até o carro de Apolo Beatriz observava na linda manhã que começara.
- Mamãe! gritou Thiago de seu quarto.
Com um sorriso, Beatriz se levantou e foi abraçar o filho que completaria 8 anos dentro de poucos dias.
-Tive um sonho, disse o garoto, eu voava com os anjinhos para o paraíso e todos ficavam felizes com a minha chegada, eu brincava com as nuvens fazendo desenhos para você que sorria chorando.
-Por que você sorri chorando ás vezes, mamãe?
-Emoção, existem alegrias tão grandes que mal cabem no coração, por isso as lágrimas escorrem, para dar um pouquinho da felicidade que está em nós para o mundo meu anjo, respondeu Beatriz.
-Você vai sofrer muito quando eu viajar? Eu prometo que voltarei logo, mas Elemiah disse que terei de ir com ele, disse Thiago com um tom preocupado.
-Não suportaria ficar longe de você meu amor, diga a esse Elemiah que mamãe não deixa você ir com ele, não sozinho, Beatriz gastava horas imaginando de onde o filho tirava tantos nomes para seus amigos imaginários, ao mesmo tempo que se encantava com todas as histórias se preocupava que a fantasia atrapalhasse a vida de seu pequeno. -Vamos tomar o café da manhã, papai está chegando e passaremos um ótimo dia no parque. Disse com os olhos brilhando de tanto amor pela linda família que formara com César, seu amor de infância
-Está bem mamãe, mas antes me prometa que será feliz mesmo que eu tenha que viajar ao paraíso por algum tempo, insistiu o garoto.
-Que bobagem meu filho, já te disse que crianças não vão para o paraíso! Disse Beatriz com uma dor no peito que nunca sentira antes.
-Prometa-me, preciso disso mamãe, por favor, prometa-me.
-Está bem querido, te prometo, mas por favor, tire essas idéias da cabeça, foi só um sonho, Morfeu te levou para brincar com outras crianças em um lindo lugar, isso é tudo. Mãe e filho ouviram um barulho vindo do primeiro andar, César chegara com croissants quentinhos para o café.
-Papai chegou, vamos?!
[continua]