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Violência Escolar

   Dentre os vários tipos de violência escolar e seus motivos, existe a negligência dos profissionais em educação e a situação intelectual dos pais para identificar e lidar com a problemática.
       Na segunda série do ensino fundamental, quando chagava a hora do recreio, o meu filho ficava sozinho, escondido dos colegas  e das outras turmas, inclusive de meninos maiores, sem que ninguém o visse, embaixo de sua carteira em sala de aula.Todos saíam, menos ele.A professora não percebeu o movimento.O discriminavam por ser gordinho, tinha 52 kg, sete anos,  e mais ou menos 1 metro de altura.Seus companheiros de farda queriam espancá-lo.
       Tomei conhecimento do episódio porque todos os dias ,depois que chegava em casa, a primeira coisa que eu lhe perguntava era como tinha sido o seu dia, se tinha trabalho, exercícios, se estava tudo bem.Depois de oito dias de minha insistência pelo seu bem estar e de algumas perguntas corriqueiras, ele cedeu e se prontificou a me declarar todo o fato.Ele tinha ficado todos estes dias sem lanchar.
No dia seguinte tratei de acompanhá-lo até a coordenação para esclarecer o ocorrido, o qual me foi de espanto o comportamento dos dirigentes escolares onde os professores  e demais, não tinham conhecimento, acharam estranho, espantaram-se e justificaram duvidar de tal situação pondo em dúvida a veracidade da queixa.Sendo assim, passei a fiscalizar mais de perto, a questionar certos comportamentos,  como a ausencia de um auxilar na circulação das instalações e lhes fazendo visitas freqüentes, o que me foi demonstrado claramente uma irritação com a minha presença, não me deixando à vontade e fazendo- me sentir uma intruza e trapalhona.Passei a cobrar da escola um esclarecimento aos alunos em geral , sobre o ocorrido com o meu filho, colocando a problemática da discriminação, já que eu havia presenciado inúmeras vezes apelidos e desprazeres entre os adolescentes, a questão da aceitação das diferenças e solicitei maior atenção aos comportamentos e tipos de brincadeiras que eram usadas nas dependêcias pelos mesmos no horário escolar, sem a vigilância de um responsável, e por também se tratar de uma instituição particular.
        É muito difícil mudar o que não quer ser transformado, resistindo talvez , por  encontrar-se acostumado à rotina.Está bom para ele e então, aos outros não interessa.Sem inovação, sem progresso.
          Acredito que ao abrir-se uma empresa, o seu produto deva ser vendido de forma correta, e em se tratando do saber, haja-se um cuidado rigoroso, pois se estará lidando com mentes novas e determinadas a assimilar o conteúdo que mais marque o seu momento.
           Tenho consciência das minhas obrigações como mãe  e como cidadã, aproximando-me cada vez mais da realidade do meu filho, procurando também ser a sua melhor amiga numa relação de confiança para que as barreiras do cotidiano sejem quebradas com facilidade, ajudando-o a entrozar-se numa sociedade onde as pessoas tem seus pontos de vistas diferentes e ele não as estranhem, não tenha medo ou receio de seguir em frente com seus direitos e deveres, sem esquecer-se  do respeito ao próximo.

 
 Autora: Leomária Mendes Sobrinho
   
  08/10/2009
Leomaria Sobrinho
Enviado por Leomaria Sobrinho em 16/07/2019
Código do texto: T6696850
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Leomaria Sobrinho
Salvador - Bahia - Brasil, 56 anos
75 textos (623 leituras)
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Leomaria Sobrinho