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Grãos e quadrados, de Gabriel/ ETEC PIRACICABA (2013), Espelho, de Liz Gabriel

Já não é de hoje que essa guerra existe, vem desde a década de 70, quando, em 1975, a Kodak criou o primeiro sensor digital do mundo, com míseros dez mil pixels, o suficiente para conseguir ver um monte de quadrados virando “imagens”. Nascia assim a batalha que dura até hoje, entre a boa e velha película e os sensores digitais.
Os sensores digitais evoluíram bastante desde então e já chegam à qualidade antes inimaginável. Com sensores que se assemelham em tamanho com o filme, as câmeras de hoje já conseguem um contraste bastante semelhante ao do filme – ênfase em “semelhante”, não “igual” – e se encontram em quase todos os lugares possíveis. Com a ajuda deles, a fotografia se tornou popular.
Já do outro lado, temos a velha película de celuloide com pequenos grãos de prata, com qualidade insuperável além de uma resolução virtualmente infinita – vide as ampliações que podem ser feita de um pequeno filme de 35 mm – tendo um charme todo especial, as cores, a exposição, o cheiro, as cores negativas, esperar um mês para ver a foto que você tirou para descobrir que queimou o filme, realmente um “charme” único deles.
Poucos ainda tiram foto com filme, muitos partiram para o mundo digital, principalmente pela comodidade de se tirar a foto e poder visualizá-la na hora, além de não ter que gastar com filmes e não ser limitado a 36 fotos, mas, quando se fala da qualidade, muitos filmes ainda dão de 1000 a zero nos sensores digitais, principalmente em médio formato.
Pessoalmente, prefiro ambos, o filme para ocasiões especiais, principalmente para aqueles que quero guardar para sempre, e o digital para o dia a dia, onde posso ver a foto na hora e não ficar dependente de alguém para revelar minhas preciosas exposições.
Mas, dou mais preferência ao filme, pois há uma certa magia em se tirar e esperar para ver, a magia de se ver a imagem sendo revelada para você – literalmente, por isso o nome, “revelação” – além de ser o lugar onde tenho o maior controle possível sobre a foto que estou tirando.
Quando essa guerra ira acabar? Não se sabe, pois enquanto existir câmeras, o filme sempre estará lá para guardar os momentos enquanto o digital sempre estará competindo para passar a velha película de cor âmbar cheia de prata.
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Gostei de seu texto, com discussão técnica e específica sobre o mundo da fotografia.
Barthes e W. Benjamin já discutiam a cultura da foto na modernidade.
Prof. João Bosco
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                                  Espelho
Uma garota perdida em um mundo paralelo, um lugar indistinto, onde não se propagava a luz perante toda a imensidão.
 Ela refletia o lugar, possuía um semblante triste, apenas a dor e o sofrimento eram refletidos em seus olhos, que se mostravam esgotados diante de tantos acontecimentos sórdidos e sombrios pelos quais ela não teve escolha em enfrentar.
Sua vida era marcada por tantas coisas ruins que seu pescoço estava sempre inclinado para baixo, para que seus olhos pudessem ver o menos possível, talvez o chão e nada mais,estava sempre fugindo de tudo e de todos, como se fosse uma presa diante de muitos predadores.Predadores que as vezes nem mesmo existiam, mais eram configurados pela sua própria mente que não hesitava em criar pânico e palavras que sabiam muito bem como ferir nas profundezas de sua alma.
Por todos os caminhos que a triste garota passava, não importava o quão belo fosse, ou o quão azul o céu estivesse, nem mesmo os pássaros podia ouvir cantando a melodia da vida, pois a frequência de seus ouvidos só podiam ouvir a marcha fúnebre que soava como uma esperança de descanso eterno.
 Não importava o quão lindas fossem as pétalas das flores que enfeitavam as direções pelo qual ela caminhava, só enxergava aquilo que estava sendo refletido de si, só podia ver a escuridão que estava na luz, ouvir a morte clamando por sua alma, sentir um vento gelado que envolvia seus cabelos, ver os espinhos das flores que sangravam qualquer que fosse o ser que tentasse tocá-las.
Em um momento repentino, ao perceber a vida desta garota e enxergar a vida em que ela havia se trancado, eu fui criticá-la e quanto mais me exaltava ia ao seu encontro fazendo perguntas que nem ela sabia me responder.
Como é que uma pessoa pode fechar os olhos diante de algo tão belo quanto à vida?Como é que você pode enxergar somente as trevas em um lugar onde existe a luz? Como é que você pode deixar de amar, sabendo que em algum lugar existe alguém que ama você? Como é que você pode ter medo de algo que você nunca viu?Como é que você pode desprezar um sentimento que você nunca sentiu?
E a cada pergunta que eu fazia, esta garota se tornava cada vez mais transparente diante dos meus olhos, e depois de alguns minutos eu me calei e não fui capaz de pronuncia palavra alguma, porque só assim me dei conta de que ela, quem eu tanto critiquei, menosprezei e insisti em mudar... Era eu....e na verdade estava somente diante de um espelho.
Depois de muito tempo calada, eu fui capaz de voltar à vida novamente, foi como se uma leve brisa de ar tocasse o meu rosto e uma borboleta veio pela janela, talvez esperando encontrar algo doce e pousou em meu rosto que deveria ser na verdade o mais amargo possível, mas ela permaneceu ali e foi como se toda a parte que estava morta dentro de mim, estivesse renascendo. Depois daquele dia eu decidi que não eram pessoas que iriam me impedir de sonhar, não eram tempestades diante de um amor que me fariam desistir, não era a morte que me impediria de viver.
Liz Gabriel              21/05/09
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Crônica
http://www.youtube.com/watch?v=rjHJT2WwVtg
Conheça a Crônica
http://www.youtube.com/watch?v=lbgP_hPPiC8

Provocações - A Crônica é (Fabricio Carpinejar) - Abujamra - 03/01/2012 EM http://www.youtube.com/watch?v=zB6BXaWvXbo
Enviado em 05/01/2012
A crônica é um jeito que o brasileiro descobriu para fazer poesia à paisana, contos à paisana, romances à paisana. É um golpe civil. Crônica tem uma superficialidade enganosa: por ser curta e de temas prosaicos, parece que é inofensiva. Sua profundidade reside no tom baixo de amizade. Sua agressividade é a ternura. Escrever crônicas é fazer amizades, contar segredos e confidências, é ajudar verdadeiramente as pessoas a não se conformarem.

Sobre o autor: O jornalista e poeta Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, nasceu em Caxias do Sul no dia 23 de Outubro de 1972. É mestre em Literatura brasileira pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A junção do seu sobrenome veio em seu primeiro livro poético, As solas do sol, de 1998. Ganhou o reconhecimento do público com Caixa de sapatos, livro publicado em 2003.

Provocações - Receita pra Lavar Palavra Suja (Viviane Mosé) - Abujamra - 13/12/11
http://www.youtube.com/watch?v=9XdDnZ...

Provocações - Beiço no Mundo (Rui Castro) - Abujamra - 01/11/2011
http://www.youtube.com/watch?v=KkhSqq...

O Clone - Poesia em Linha Reta (Fernando Pessoa) - Osmar Prado
http://www.youtube.com/watch?v=lti9RL...

A Incapacidade de Ser Verdadeiro (Carlos Drummond de Andrade) - 11/10/11
http://www.youtube.com/watch?v=dCEzk1...

Receita para arrancar poemas presos (Viviane Mosé) - Abujamra - 30/08/11
http://www.youtube.com/watch?v=tbEn96...

Provocações - O Guardador de Rebanhos (Fernando Pessoa) - 23/08/2011
http://www.youtube.com/watch?v=IrUquf...

Provocações - Fim (Mário de Sá-Carneiro) - Abujamra - 09/08/2011
http://www.youtube.com/watch?v=pLZG7G...

Para que a escrita seja (Cecília Meireles) - Provocações - 09/08/2011
http://www.youtube.com/watch?v=rXWDOG...

Duas Situações Interessantes (Jean Baudrillard) - Provocações - 09/08/2011
http://www.youtube.com/watch?v=jGcQfO...

Como é por Dentro Outra Pessoa (Fernando Pessoa) - Provocações
http://www.youtube.com/watch?v=_m5ZZ7...

Provocações - Texto Final (Antônio Abujamra) - Abujamra - 26/07/2011
http://www.youtube.com/watch?v=Ov77TY...

Provocações - Toda Mulher é (Rubens Jardim) - Abujamra - 19/07/2011
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Provocações - A Arte (Elizabeth Bishop) - Antonio Abujamra - 15/03/2011
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Provocações - Vivemos em um tempo(Ortega y Gasset)-Abujamra27/04/2011
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Provocações - A Verdadeira Dívida Externa (Guaicaipuro Cuatemoc) - Antonio Abujamra - 19/04/2011
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Provocações - A mulher do Próximo (Sérgio Kohan) - Antônio Abujamra
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Provocações - O Essencial é Saber Ver (Alberto Caeiro) - Abujamra:
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Provocações - A Piedade (Roberto Piva) Abujamra - 22/06/2011
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Provocações - Uma Mulher Espera por Mim (Walt Whitman) - 28/06/2011
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Marcos - Professor:  João Bosco   L.T.T

Liberdade?

Gostaria de ser mais livre, nesse mundo não há plena liberdade, no fundo todos somos escravos do dinheiro. A sociedade esta doente, todos se importam com bens materiais e esquecem os verdadeiros valores humanos e até mesmo a beleza da natureza.Mas se a sociedade esta tão doente por que ninguém faz nada? Simples, por que muitos na verdade nem notam, cresceram ocupados demais em acumular bens, ter, possuir, querer mais e mais, e, às vezes, essas pessoas não tem culpa, foram "programadas" para isso, cresceram ouvindo que  para que seja feliz tinham de possuir a melhor casa, o carro do ano, as roupas da moda, etc.
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J B PEREIRA
Jean-Jacques Rousseau, disse uma vez "todo homem nasce puro, mas a sociedade o corrompe. "A conduta de um homem, o que ele valoriza, depende do meio onde foi criado, um exemplo disso são os diferentes tipo de cultura dos países, no Brasil por exemplo, comer carne de cachorro é visto como um tabu, é quase um crime, mas em alguns países do oriente é bem comum. Por isso acredito que o meio em que o homem é criado é responsável por uma parcela de sua personalidade.
Enquanto o capitalismo dominar, haverá desigualdade, haverá violência, haverá desrespeito tanto ao próprio ser humano quanto a natureza. Hoje em dia a vida perdeu sua graça, acordamos cedo, apressados, estressados, mau humorados para trabalhar ganhar uns "trocados" para garantir nossa sobrevivência para que possamos a continuar trabalhar e trabalhar. Se ficamos velhos demais ou ficamos doentes, somos deixados de lado, substituídos, ou seja, o homem é tratado como uma simples ferramenta, uma mercadoria. Se esses valores forem recuperados, talvez as próximas gerações não sofram tanto.
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Mecanização e educação

Sempre que se tenta arrumar uma toalha de uma mesa, se puxa de um lado e o outro fica desarrumado, demora-se um tempo até que todos os lados estejam da forma ideal. Da mesma forma acontece na sociedade, sempre que se tenta beneficiar um lado, o outro é prejudicado. Por isso as questões relacionadas com a mecanização nos canaviais estão longe de serem solucionadas.
Sindicatos de cortadores de cana se opõem a mecanização, e com razão, pois enquanto uma máquina, que necessita de apenas um operador, colhe até 500 toneladas de cana por dia, o trabalhador braçal necessita de um dia todo para colher 5 toneladas.
Por outro lado, estão os ambientalistas, que defendem essa mecanização como solução as queimadas sucessivas, que ajudam a colocar o Brasil em sexto lugar no ranking de maiores emissores de CO2. É inegável que esse tipo de manejo é mais sustentável, portanto mais desejado.
A solução não está apenas em substituir um modo pelo outro, beneficiando apenas uma parcela da sociedade, deve-se unir esses dois interesses, ambiental e social. Defendo a mecanização nos canaviais, como medida ambiental e até mesmo sanitária, evitando o agravamento de doenças respiratórias, tão comum nas épocas de queimada.
Mas isso não basta, mecanizando-se se exclui milhares de postos de trabalho, portanto, também tenho que defender, com até mesmo mais ânimo, a melhora da educação e profissionalização desses trabalhadores. Estavam renegadas a estes postos, pessoas que não tinham nem mesmo educação básica, muito menos profissional, se então, a capacitarmos para ocupar outros cargos na sociedade, só haverá vantagens, atentando que nosso país vive um déficit profissional enorme.
E assim é com todos os problemas brasileiros. Não é possível curar a planta se suas raízes agonizam.

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Quem dita os valores
Com o recente caso da venda de sua própria virgindade, Catarina Migliorini vai à berlinda das discussões sobre valores e dinheiro. Mas será mesmo em sua ação que reside o problema?
Vale lembrar que a transação foi feita por adultos conscientes, dentro da lei e não prejudicando a sociedade diretamente.
Podemos então questionar a mídia: por que tanto estardalhaço? Será porque Catarina é de família abastada, ou pelo preço exorbitante? Afinal, milhares de mulheres anônimas vendem seu corpo diariamente sem aparecer em capa alguma. Quem é machista, a que vende sua virgindade ou quem anuncia isso com sensacionalismo?
Se houve consentimento de ambos, não existe razão para tamanho alvoroço. Seria bom se depositássemos toda a atenção que esse caso está repercutindo, nas mulheres que ganham a vida como prostitutas por não terem condições de vida e oportunidades. Porém, aparentemente as pessoas não se interessam em resolver problemas sociais que envolvam pessoas em estado de extrema necessidade.
A própria Catarina define a venda de sua virgindade como um ato de liberdade, e não prostituição. Isso deve ser levado em consideração, quer corresponda ou não à ética que cada pessoa carrega consigo.

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J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 09/11/2013
Reeditado em 09/11/2013
Código do texto: T4564050
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira