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Gravateando...



A turma saiu para um trekking no deserto. Era pra mais de dúzia de experimentados caminheiros. Mas veio uma súbita tempestade de areia e dispersou o pessoal.

Um deles, vendo-se absolutamente isolado começou a vagar na direção de Meca e Seca. Cada vez mais sedento, de repente deu de cara com um velhinho que vinha montado numa jumentinha. Quase sem acreditar no que via, beliscou-se e implorou por água ao velhote. A resposta que lhe veio é que água ele só encontraria com mais umas duas horas de caminhada na mesma direção em que estava, num castelinho que dava passagem para um oásis. E antes de se despedir, o velho lhe ofereceu gravatas, à escolha: cada uma a 15 dinares, mas ele faria duas por 25...

Gravata, o desditado caminhante bradou...gravata? Tem dó, cara, pegue estas tuas gravatas todas e... Completou a frase, mas a areia apagou o resto...

E seguiu sua caminhada no rumo indicado...um tanto cismado com mais uma sacanagem do velhinho... Mas não é que chegou ao destino: viu o castelinho, aproximou-se, chegou à porta e soou a campainha... foi prontamente atendido por uma odalisca de dar secura na boca...era a porteira.

Sua primeira pergunta foi se ali havia água...E a resposta veio em delicioso cascatear:

 - Água, temos sim, em abundância, cristalina, refrescante...e de graça... o senhor pode por gentileza botar sua gravata...? É o traje obrigatório aqui...sem ela, nada feito...
Paulo Miranda
Enviado por Paulo Miranda em 08/04/2021
Código do texto: T7227298
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Paulo Miranda
Pitangui - Minas Gerais - Brasil
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Paulo Miranda