Quase o Inventor da Solidão 14/05/1961 - 01/01/2025
Veio para o mundo
Solta em seu mundo
Alegria que incomoda
Parece uma rosa
Cresceu, sofreu
Permaneceu presa
E solto, o deixou
Avia! Avia!
Cadê Ivaldo?
Ela não sabia que ele teria
Tanto a viver
Ele morreu ao estar vivo
vida vazia, largado! Cadê Iva?
Sem culpa; desculpas!
Nem ela sabia como viver
E assim foram
Todos nós iremos nos (re)encontrar
Eles irão se (re)encontrar
Eles desabam na horizontal
ao mesmo tempo, quase
Ela, tão bela, tão esguia
Sofrida e tudo percebe
Responde com os olhos
Apesar de espalhar a dor
Sente o triplo dos seus pecados
Não pode julgá-la
Ela também é mais uma vítima
do desespero e da solidão
primeiro uma, depois outra
ela não, mas agora ele se foi
Dela veio,
sem ela morto viveu
sem ela se vai morto
Ele é quase um inventor de solidão
Nisso o mundo se fez monstruoso para ele