Tabocas
Todas as manhãs, meu pai me conduzia àquele pequeno paraíso. O cheiro do capim meloso no ar, misturado ao estrume de boi... O voo amarelo das borboletas, enfeitando os caminhos da minha infância... A água tomada na folha de taioba: água boa, cristalina, nascida, ali, bem no seio da montanha... No curral, o leite quente, tirado na hora, fazendo estalar a boca umedecida!... E eu, menino-poeta, perdido em meio à natureza, pastoreando mil sonhos, sem saber da poesia!
(Do livro: Meu São Gonçalo do Rio abaixo ( Memórias) – Editora Aldrava Letras e Artes- Mariana-MG-Brasil/2010).