HOMENAGEM A EUGÊNIO CARMINDO - CATÓLICO E JUIZ DE PAZ NO CHAVES - SÃO MIGUEL DO CAJURU, MG

Sr. Eugênio Carmindo - homem de fé, sábio, fiel a Deus, olhar atento, humilde nos modos, atento ao povo, voz calma, passos firmes e tranquilos, cavalo sempre a posto, chapéu à cabeça (só tirava quando entrava em casa e na Igreja), cumpridor de seus deveres de esposo, pai, ministros da Eucaristia na região rural de Chaves, Farinha Pobre, etc.

Homem de bons leituras, além da Bíblia do Povo. Esta ele me presenteou e a tenho até hoje comigo.

Bem escolhido para juiz de Paz na roça.

Bom conselheiro, amigos dos filhos e pai reto, vizinho ético.

Querido por todos, desde S. Miguel do Cajuru a Madre de Deus e São João del-rei., MG.

Fui visitá-lo já idoso desde jovem e seminarista. Várias vezes dormi em sua casa e me contava lindas histórias como aquela do retrato do pai que acompanhava o filho e suas ações quando o mesmo o olhava ao fim de cada dia. Um conto popular que a gente vê em Machado de Assis e outros escritores do Brasil.

Comunguei várias vezes por suas mãos na Capela do Chaves quando o Padre Dotivo era o responsável, depois veio o Padre Marreco e outros.

Fiel à Igreja - foi exemplo de católico, simplicidade de ações e virtudes cristãs e zeloso ministro extraordinário da Eucaristia.

Quando idoso e doente, fui visitá-lo na Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei, antes de vir a falecer.

Saudades de nosso amigo e irmão em Cristo, Sr. Eugênio Carmindo.

Deus e a Virgem do Carmelo o tenha no Paraíso. Ele merece pelo carinho e exemplo cristão e amor ao próximo.

Ele é o homem civil e religioso que não deve ser jamais esquecido nos rincões de nossa Terra mineira e são miguel-cajuruense.

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História de meu pai e de um amigo que falava do espelho da consciência

Levanto cedo; isso é algo só necessário. O sono e pouco sonho vem sendo rotina.

Carro ao solo e direção atenta com as placas da estrada. Mesmo assim, lá que não erro?

Dois desvios do percurso, não sei o caminho; é como um viajor do mundo, o motorista ou chofer é aquele que vai à frente, difícil é a ré pois atrás pode ter um rasco do solo e o veículo ficar alí emperrado...

O sol a pino e não chegar me deixa num desatino... Mas, que bom, cheguei.

Provas e fatos, a vida estudantil e acadêmica é disciplina dura e os olhos, meus olhos ficam com olheiras fundas... de tanto ler e reler...

Penso que alguns estão a lavrar o campo: eu a minha vida. Outros, escadas sobem; ainda muitos, correm riscos pintando janelas e prédios; eu no meu carro.

Outros morrem no mar, outos no ar e eu, não sei... Tudo tem sua hora.

A morte é o elogio benjaminiano de narrativas sem fim... Só que a Guerra faz calar terrivelmente quaisquer narradores... Os olhos baixos, cansado e sem histórias...

Até pouco tempo, no interior, ouvi meu amigo Eugênio Carmindo: bom contdor de histórias e sua voz amiga e cadenciada me confidenciou:

- Um retrato à parede para meu pensar: alegria quando o bem o filho vai praticar;

contudo, se o mal cair, ele ao pai faz chorar. O retrato fala e funciona como espelho da alma da visão... E a alma se vê nele porque há um cuidado do pai a registrar a história por um dia no coração do filho e ter a vida inteira a praticar a virtude - para o filho entender o bem e evitar o mal... E será que há pai como meu pai que me ensinou a ser social com todos... e a praticar a solidariedade e a caridade?

Nem sei se os meninos de hoje ainda falam assim de seus pais; e você?

Eugênio Carmindo e juiz de paz na roça do Caquente e do Chaves.

(Caquente não, próximo da Fazenda Farinha Podre, do Pote, Sr. Antônio Carvalho e família).

Enviado por J B Pereira em 12/04/2012

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J B Pereira e https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/3609044
Enviado por J B Pereira em 27/01/2018
Reeditado em 27/01/2018
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