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HOMENAGEM AOS PAIS VIVOS E FALECIDOS 07/2017.

veja imagens do Prof. Aquino: engenheiro, teólogo, escritor.

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Prof. Felipe AquinoCurtiu
15 de dezembro de 2013 ·
Um sonho de Dom Bosco

São João Bosco, muitas vezes, recebia as mensagens e inspirações de Deus através de sonhos. Num deles, viu uma grande caravela que navega...

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Mt 6:8 - "Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vós lho pedirdes."

"O homem pode remediar as dores, mas só Deus pode curar definitivamente as feridas."

"Quando oramos com uma alma pura, como que tendo um coração
de criança, Deus nos vê como filhos e sentimos suas mãos sobre
nós trazendo a proteção e o carinho de um Pai."

Jonas Martins Olímpio

http://ebvirtual.blogspot.com.br/2011/09/deus-conhece-as-nossas-necessidades_20.html
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O que o filho pensa do pai

Aos 7 anos:
Papai é grande. Sabe tudo !

Aos 14 anos:
Parece que Papai se engana em certas coisas que diz...

Aos 20 anos:
Papai está um pouco atrasado em suas teorias; não são desta época...

Aos 25 anos:
O "coroa" não sabe nada... Está caducando, decididamente.

Aos 35 anos:
Com minha experiência, meu Pai seria hoje, milionário.

Aos 45 anos:
Não sei se consulto o "velho", talvez me pudesse aconselhar.

Aos 55 anos:
Que pena Papai ter morrido, a verdade é que ele tinha idéias notáveis !

Aos 60 anos:
Pobre Papai ! Era um sábio ! Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde...

Autor desconhecido
Retirado do livro Mensagens de Saúde Espiritual pag. 35


http://www.siteamigo.com/msg/pai1.htm

http://www.somostodosum.com.br/artigos/autoconhecimento/o-que-o-filho-pensa-do-pai-1394.html

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Recordações de um bom Pai - SEBASTIÃO PEREIRA

Êxodo 20: "12Honra teu pai e tua mãe, a fim de que venhas a ter vida longa na terra que Yahweh, o teu Deus, te dá."

J B Pereira

Hoje, conforme o 4º mandamento, honremos, respeitemos, veneremos, obedeçamos, consideremos a bênção de Deus Pai por meio da paternidade responsável. A vida de nossos pais agradecemos a Deus.
Estes dias vi a letra de meu pai. Li e percebi que ele está do outro lado da vida.
Pariu de repente.
Foi um bom exemplo de pai. Fiel e trabalhador. Homem de fé, amor à natureza, respeito a todos, simplicidade e dedicação como odontólogo.
Fez a diferença com decência!
A voz, o rosto, o andar, o assobiar, o orar, gestos que me remetem à infância e adolescência. Guardo boas lembranças e fotos: a garota na lambreta ou vespa, nadando em um poço, viagens, piquenique,  leitura juntos de livro,
Tinha uma biblioteca e dava exemplo como leitor: romances, coleções, filosofia, odontologia, direito, mais alguma coisa.
Amava ser útil a sua terra como dentista na unidade móvel. Hoje se for lá o vejo em cada lugar.
Uma rua em seu nome lá está. No cemitério, seus restos mortais; nas fotos a imagem de quem nos amou até o fim.
Que bom: tive pai, pai honrado e honesto. Obrigado, pai, peça a Deus por mim, meus irmãos e irmãs; amigos e conhecidos.
Um dia nos nos veremos. Amém.

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25. LEMBRANÇA PATERNA

Ao meu Pai Sebastião Pereira – Dentista do Tejuco.


Assim era o tempo de papai:
À porta da casa, assentado ficava,
As pessoas que com ele conversava,
Depois de um dia no consultório dentário.

Onde nasceu morreu!
Foi criado nas terras de Cajuru,
Nome antigo de São Miguel Arcângelo.
Seus pais viviam no Ribeirão Chaves
Entre Madre de Deus e Arcângelo.

Um dia, dos pais, pequeno, se despediu.
Foi estudar e fazer a vida longe,
em direção à cidade sumiu.

Tudo na casa de campo
Lembra meu pai na horta a plantar,
debaixo da árvore a ler
e aos campos a percorrer.

Sua vida ele contou:
Fez seminário, contabilidade,
Odontologia e advocacia.

E vejo como hoje,
Chegava bem à noite,
No Banco da Lavoura
Trabalhava mais tarde

Ah! Que saudade
De meu pai querido
Presente que Deus
Me deu em vida.

FONTE: PEREIRA, José João Bosco. Momentos poéticos. Divinópolis: Editora Sefor, 2006. 64 p.

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O livro: O Melhor das Antologias - Um Convite à Navegação Sem Rumo, ADL, lançado em 2010.


Publiquei, na p. 67-68, a crônica Sebastião Pereira: o camponês que virou odontólogo (idem, anteriormente publicada em Anthocrônicas II de 2009, da ADL).

Sebastião Pereira: o camponês que virou doutor
                                                               J B Pereira

“Onde nasceu, morreu!” O Nhozinho da Rola era o apelido de meu pai. Sebastião Pereira nasceu no Ribeirão do Chaves, região limítrofe entre São Miguel do Cajuru, hoje Arcângelo, distrito de São João Del-Rei, e Madre Deus de Minas. Cajuru, em tupi-guarani, significa “abertura ou entrada em floresta ou mata. As terras do Chaves foi sendo dividida entre os filhos do casal Maria Luiza de Jesus, Dona Rola, e Francisco de Sales Pereira, Vovô Rola: Tio Geraldo, Tia Chiquita, Tia Ceda e Tia Tunica. Vovó Rola, viúva foi viver na praça de Cajuru, em uma casa de esquina, com o irmão tio Quinca, que morava logo a baixo. Vovó, devota de Nª. Srª de Fátima, participava das missas no arraial. Ela era alegre e suave, olhos azuis. Cantava, gostava de contar as histórias de moça, seus apertos na criação dos filhos e como rompeu a viuvice. Vovó morreu com 93 anos. Papai amava aquele arraial, toda festa de São Miguel participava com toda família. Lembro como hoje, em seus apontamentos: este arraial teve imprensa Tribuna de Cajuru, Pharmácia, lojas diversas, muita gente. Os amigos do lugar foram tantos, desculpe-me se esqueço muitos: O mais famoso foi o santo Padre Miguel Andrade. Nas missas, procissões, festas e leilões, o som gostoso da banda de Cajuru nos cativava. Na horta da vovó Rola, tinha arvores e era grande, lá eu e irmãos brincávamos muito. As jabuticabeiras eram lindas e os frutos grandes. Pai ia ao arraial de fusca, Vemaquete, Chevrolet, Kombi. O padre Gregório seu colega de internato tornou-se nosso amigo também. Éramos ainda pequenos. Nessa casa, ficava à porta deste beco da Assunção, em São João Del-Rei, a esperar papai chegar do Banco da Lavoura altas horas da noite. Com esse sacrifício, fez odontologia em Alfenas, onde nasci. Depois fez direito em Conselheiro Lafaiete. Papai era bom e amigo, porém, cansado pela luta diária e desgastante do dia no banco (naquela época, tudo era feito à mão, nada de informatização e bando de dados em computador), creio que era por isso que ficava nervoso e impaciente nos meus deveres de casa. Isso o deixava chateado! Que saudade! Havia coisas inesquecíveis em nossas viagens nas vespas e lambretas: no meio rural, ficávamos em fazendas – eu dormia, enquanto ele, com os amigos, em baralho se distraia. Lembro nos dois cortando estradas sem fim – passando rápido em mata-burros para não sermos surpreendidos pelo boi bem próximo. Eram aventuras de filme em branco e preto, claro não faltava a vida das cores, principalmente a cor preferida de meu pai: o verde. Ele teve duas bicicletas Haley, em uma delas, na garupa, agarrei a perna – talvez tivesse 5 anos. No posto de saúde, perto do Carmo, corre da agulha de uma das vacinas, papai teve que correr também, só que atrás de mim, que havia já bem adiantado – tudo por causa do medo da agulha. Lembro-me do fordinho na Rua São João, da moto antiga de papai, dos gabinetes, da vitrola cor de ouro. Lembro de uma visita de tia Augusta, caiu um raio perto quando chovia e eu senti o subir do raio em meu corpo – mas não morri. Papai comprava banquinhos e mesinhas para a gente almoçar e pratos de latão. Na Rua São João, guardo lembranças primeiras de minha vida: as chuvas, os fogos de artifícios a salpicar o céu noturno em direção ao são Caetano, festas da histórica São João, o pimentão que comi achando ser tomate, a voz e o rosto de Sr. João nosso vizinho, o rouxinol que apertei à mão tentando segurar para mim e acabou por matá-lo - isso me deixou por muito tento me sentindo culpado, o susto do Tião da folia de Reis e eu apertando em choro o vestido lindo de minha mãe, as rodinhas de danças dos meninos e meninas na rua. E cantávamos: “Meu amor brigou comigo e me deixou na solidão como dói meu coração...  Ah, se ela viesse, eu diria para me perdoar... vem depressa matar meu desejo... lá, lá, lá...” Lembro das canções vinda de rádio ou vitrola... Depois, mudamos de novo, para a General Osório, 438, em São João Del-Rei, MG. Meu pai foi meu melhor amigo em vida!

J B Pereira
 19/01/2012 - Código do texto: T3450494
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J B Pereira e Joseboscolpp@bol.com.br e http://www.adletras.com.br/index.asp?c=paginas&modulo=informativo_exibe&url=237&navegacao_categoria=Publica%C3%A7%C3%B5es&navegacao_subcategoria=Outros


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"E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai.
Vós, mulheres, estai sujeitas a vossos próprios maridos, como convém no Senhor.
Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não vos irriteis contra elas.
Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor.
Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo.
Vós, (...), não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus."

Colossenses 3:17-22
J B Pereira e http://somostodosum.ig.com.br/artigos/autoconhecimento/o-que-o-filho-pensa-do-pai-1394.html e http://ebvirtual.blogspot.com.br/2011/09/deus-conhece-as-nossas-necessidades_20.html
Enviado por J B Pereira em 31/07/2017
Reeditado em 02/08/2017
Código do texto: T6070263
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira