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HOMENAGEM A TODOS OS POETAS À MARGEM DO EIXO RIO-SÃO PAULO

Com Adélia Prado, que conheceu vários de nossos poetas mineiros.
Vênia a ela e aos que ainda estão vivos e não se projetaram como ela. Nossa admiração aos que já faleceram. Como Sebastião Bemfica, Jadir Vilela, outros tantos, inclusive meu pai Sebastião Pereira que declamava vários poetas de nossa tradição e mineiridade.

J B PEREIRA
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Obrigado pelas palavras de vocês dois: Pierre Santos e Regina Célia S. Duarte. Realmente Jadir Vilela nos encantava pela pessoa que era: HUMILDADE, mística, coragem com a verdade, sinceridade gentil, profissionalismo, ética... Logo que o conheci, encantei-me com sua pessoa e cultura. Sua leitura de mundo era o homem forte e simples, corajoso e bom. Deus o tenha na Eternidade pelo bem e sua boa obra. Peço-lhes licença para publicar seus comentários a favor de Jadir Vilela em Recanto da Letra.

Veja em: http://www.recantodasletras.com.br/homenagens/6037432 Grato! J B Pereira ____ Com Adélia Prado, que conheceu vários de nossos poetas mineiros. Vênia a ela e aos que ainda estão vivos e não se projetaram como ela. Nossa admiração aos que já faleceram. Como Sebastião Bemfica, Jadir Vilela, outros tantos, inclusive meu pai Sebastião Pereira que declamava vários poetas de nossa tradição e mineiridade. J B PEREIRA
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DIVINÓPOLIS, MARGEM NO EIXO RIO-SÃO PAULO

José João Bosco Pereira, mestre em literatura e publicou livro MOMENTOS POÉTICOS em 2006, pela Sevor, Divinópolis, MG.

Há tantos poetas divinopolitanos tão bons quanto aos de Belo Horizonte, fora do eixo de leituras ou de publicização do eixo Rio-São Paulo.

Sebastião Bemfica Milagre (in memoriam), objeto de meu mestrado (2011);

“E assim o poeta sobrevive. Infelizmente pouco conhecido pelo grande público no Brasil, pois fora do eixo Rio-São Paulo – ainda! – grandes poetas permanecem desconhecidos, como ocorre com Bueno de Rivera em Minas ou com Mauro Mota em Pernambuco, e tantos outros!”

Adércio Simões Franco em Fonte: Jornal da ANE, nº 38, fev/mar/2011, p. 3, Jornal de Poesia. Editor Soares Feitosa - soaresfeitosa@secrel.com.br
www.jornaldepoesia.jor.br

Adércio S. Franco, mestre em literatura em Adélia Prado,


outros que se manifestarão logo que puderem...



J B Pereira e João Bosco e Adércio Simões Franco em Fonte: Jornal da ANE
Enviado por J B Pereira em 27/12/2012
Código do texto: T4056248

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Jadir Vilela de Souza: poeta, cronista, sonetista, divinopolitano.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ir para: navegação, pesquisa


Jadir Vilela de Souza é membro da Academia Brasileira de Poesia Casa de Raul de Leoni1 . Possui vários livros editados e é um dos grandes autores da sua cidade ao lado de Adélia Prado, Sebastião Milagres, Pedro Pires Bessa e tantos outros escritores e poetas de Divinópolis.

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Inclusive José João Bosco Pereira declamou o poema "Otimismo", de Jadir Vilela de Souza em Poemas das horas mortas; outro poeta de Divinópolis, ex-aluno de Sebastião Milagre, no dia 22/07/12, às 11:15 no Cantinho cultural: rádio de divulgação de música e poesia na cidade de São Pedro, SP.

J B Pereira, Sebastião B. Milagre, Marisa Lajolo e Jadir Vilela de Souza e José A. Fernandes..

Enviado por J B Pereira em 22/07/2012
 Reeditado em 07/09/2012
 Código do texto: T3791337
 Classificação de conteúdo: seguro

http://www.recantodasletras.com.br/homenagens/3791337
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http://archive.today/0MNHT



Jadir Vilela de Souza

Jadir Vilela de Souza nasceu em 03 de maio de 1925, na cidade de Divinópolis, Minas Gerais. Possui os cursos de Direito e Ciências Contábeis. Manteve por muitos anos seu escritório de advocacia, foi Diretor e professor universitário, hoje, aposentado. Casado com a trovadora Maria José de Almeida Souza e pai de sete filhos: Jadir Júnior, Gilka, Gilda, Gilma, Jader, Jad e Gilza.
 Tem os seguintes livros editados: Soluços D’Alma (sonetos), Círios em Desfile (trovas), Pedras do Meu Caminho (trovas), Poemas das Horas Mortas (poemas de versos livres), Candeeiro e Candeeiro II (poemas para ler e pensar), Variações sobre o Amor (sonetos e outros poemas). Sua primeira obra foi “... E o Manué se Vingô” (conto em versos caipiras, publicado em 1946 e reeditado em 2007, em versão ilustrada.
 Escreveu as peças teatrais já representadas: “O Único Recurso” e “Neurose” e tem inédita “Está Sobrando Respeito”.
É filiado à Sociedade Brasileira de Autores Teatrais  e pertence a várias instituições culturais e literárias do Brasil e do Exterior. Seu nome consta na Enciclopédia de Literatura Brasileira, com inúmeras citações.



NOSSO NINHO

       Jadir Vilela de Souza

De tanto ver-te cada vez mais linda...
 de apaixonar-me, juro, de verdade...
 de tanto desejar a tua vinda...
 com tua realçante falsidade...

Mesmo sabendo que te quero ainda,
 com toda a tua rede de maldade...
 que a paixão que te tenho, sempre infinda,
 transforma em grande dor esta saudade...

afirmo que, apesar de tudo isso,
 de teu olhar repleto de feitiço...
 sei descobrir em ti falso carinho!

A minha dor então desaparece,
 E enquanto o coração a mágoa esquece,
 Eu vou fazendo em sonho nosso ninho!

SÚPLICA

Por que, Senhor, é curta a mocidade
 e assim também tão curta a nossa vida?
 Que bom seria se em qualquer idade
 a velhice não fosse percebida!

Ela nos vem, parece, por maldade,
 embora seja sempre repelida.
 Aumenta, Senhor Deus, a mocidade...
 Prolonga, por mais anos, nossa vida.

Que a nossa juventude seja eterna,
 que a vida, para sempre, seja terna;
 que nunca falte amor pelos caminhos!

E, quando a nós vier o teu chamado,
 esteja certo que, no teu reinado,
 só jovens tu terás, nunca velhinhos!

(citado no livro: “Jadir Vilela de Souza, Poeta Místico”, de Pedro Pires Bessa)


PERNAS QUE ENCANTAM

                  Jadir Vilela de Souza

Que loucura de pernas são as suas,
 que não me deixam nunca sossegado...
 que muito encantam quando vem às ruas,
 deixando todo mundo apaixonado.

que lindas são as suas pernas nuas,
 que ainda mais me deixam encantado...
 feitas por Deus, para enfeitar as ruas,
 deixando-me de amor, enfeitiçado!

Mas juro, Deus, que em toda a minha vida,
 farei esta mulher não mais querida,
 que por certo nem sei acreditar.

E todos saibam, que a partir de agora,
 Esta mulher vai ser minha senhora,
A receber o amor que desejar!

O SORRISO QUE FICOU

Jadir Vilela de Souza

Ela passou, sorriu, e foi andando...
 E de emoção eu juro que tremi!
 Ela se foi, mas me deixou pensando:
 Será que ela sentiu o que senti?

Ela gostou de mim. Mas, até quando?
 Algo de amor em seu olhar eu li.
 Ela passou, sorriu e foi andando...
 E depois disso nunca mais a vi!

Coisa engraçada a vida. Quem diria?
 E seu nome? Será Nair, Maria...
 Dela nada se sabe. Nada, enfim!

Se alguém souber do paradeiro seu,
 Diga que é ela este soneto meu...
 E que saudade ela deixou em mim!

(do livro “Variações sobre o Amor)



SOLUÇÃO

Quando achares que tudo
 está perdido,
 eleva teu pensamento
 a Deus,
 e pede ajuda.

Não cometas
 atos impensados,
 julgando que a morte é a solução.
 A morte provocada
 aumenta os problemas.

Se quiseres
 te livrar deles,
 busca uma prece
 sincera,
 e terás ajuda
 que mereceres.
 Jesus te ajudará
 Na solução
 Que julgas impossível!

(do livro: “Candeeiro II”)


MENINA MOÇA

Passou, por mim, um dia, vaporosa,
 uma mocinha que é um encantamento.
 Toda elegante, toda perfumosa,
 com seu cabelo a inquietar-se ao vento.

E, vendo criatura tão formosa,
 fiquei extasiado num momento.
 Que bela face meiga e tão mimosa...
 Que corpo de causar deslumbramento!

E para realçar o seu encanto,
 trazia, sobre o peito puro e santo,
 tão linda rosa de vermelha cor.

E eu, sem saber dizer qual a mais bela:
 se a rubra flor que enfeita essa donzela
 ou se a donzela que possui a flor!

 (do livro: “Variações Sobre o Amor”)



 
 

OTIMISMO

Faça de conta
 que você tem hoje
 um sol bonito e convidativo.

Faça de conta
 que hoje será um dia feliz,
 talvez, o melhor de sua vida.

Faça de conta que
“muito obrigado!, “com licença” e “por favor”
sempre são pronunciados por você.

Faça de conta
 que o sorriso é permanente
 em seus lábios,
 e que seu rosto só mostra alegria.

Faça de conta
 que você não tem problemas.

Faça de conta
 que você tem coragem bastante
 para vencer os fracassos,
 E que só vitórias tem pela frente.

Faça de conta
 que a partir de hoje
 você será bem melhor
 do que foi até ontem.

Se você puder fazer de conta
 tudo isso,
 você será o que todos esperam
 de alguém...
 Sem necessidade de fazer de conta.

(do livro: “Poemas das Horas Mortas”)

 
J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 06/06/2014
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Comentários
04/06/2015 15:29 - Pierre Santos
Com que alegria encontro aqui notícias de meu velho amigo Jadir Vilela, que não vejo há mais de meio século. Fui o editor de seu primeiro livro de sonetos "Soluços d'alma", cujo prefácio escrevi e sempre encantou-me a simplicidade com que ele escreve. Agora pude ler vários poemas seus, que me deixaram emocionado. Ah! Como gostaria de reencontrá-lo! Nem sei se ainda está entre nós. Se estiver e chegar a ler estas observações, que ele me faça um e-mail. Neste momento estou com o texto adiantado de um livro sobre Guignard, a ser lançado no próximo ano,e, ali narro um episódio da vida dele, de que Jadir e eu participamos. Obrigado, meu amigo!

13/04/2015 12:16 - Regina Célia S. Duarte
Autor se mostra romântico, saudosista ... assim como todos nós na juventude, deixamos as emoções conduzir a nossa vida,e quando amadurecemos e a consciência vem nos acordar e dizer que não nascemos para viver apenas de sonhos, e que as ilusões que alimentamos também vão passar, como tudo nesse mundo passa...é que acordamos de fato para a vida e começamos viver de verdade. São profundas e inspiradoras suas poesias...
J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 25/06/2017
Reeditado em 25/06/2017
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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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