Tributo a um amigo
Talvez não tivéssemos tanto em comum,
Mas, convivência de 45 anos e respeito mutuo, sobravam!
Lá se foi mais um amigo para os braços da eternidade
Nossas arrogâncias, nossas vaidades, nossos egoísmos
Vão-se por terra quando o sopro de Deus se estanca por instantes.
São as leis da vida, são as leis do universo.
Vai amigo!
É chegada tua vez.
Lá do alto, onde quer que se encontre, interceda por nós
Se assim formos merecedores.
Pois, aqui estaremos orando para que os deuses relevem
Seu caminhar errante enquanto carne,
E ponham em moldura dourada
Tua alma que nos alegrou em vida.
Vai amigo
E cumpra com galhardia este ciclo!
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