FESTAS DA REALIDADE AO SONHO

As festas já não são mais as mesmas ;

Já não se ouve no espocar dos fogos de artifício das madrugadas nas alvoradas que começavam a movimentar a pacata cidade , as gargalhadas como uivos de felicidades que se ouvia ao longe vindo de seus lábios vermelhos pelo frio da estação.

Não há mais a presença que noutros tempos me alavancava a vontade de me lançar nos burburinhos regados a grande quantidade das mais diversas qualidades e marcas do liquido estimulante que entorpeciam a massa sedenta em extravasar suas alegrias , tristezas e incertezas que cada um tem dentro de si;

Seu semblante a admirar o horizonte onde as luzes se misturam na dança louca das cores ;

Não há mais sua presença , e na impossibilidade certa de reversão da atual circunstancia , me reservo a me elevar em uma embriaguez de lembranças das doces festas de outrora , nas madrugadas de romance e brincadeiras mil , onde seu sorriso era sempre o objetivo alcançado por este ator de plateia de uma pessoa só , onde a alegria do sorriso da assistência era preço alto pelo cachê que muito mais valioso era que muitos dinheiros.

Na ausência certa , na certeza de nunca mais retornar as boas festas das longínquas datas de presença majestosa , terei que me contentar sim em viver as grandes alegrias desta época , noutras épocas das nossas felizes festas , onde a poeira avermelhada , chamada de chão preto se levanta nas ventanias de agosto , no trotar dos potros e nos saltos dos touros da minha da nossa amada Barretos de tantas alegrias passadas.

Saudades.

sergio balsanulfo
Enviado por sergio balsanulfo em 16/08/2012
Reeditado em 16/08/2012
Código do texto: T3832721
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