A barroca São João del-Rei, minha infância e juventude, meus estudos e mestrado

Poema laudatório a cidade de São João del-Rei.

J B Pereira

A noite cai

brilha no vale

a sinuosa cidade

dos hinos e sinos,

das igrejas antigas, gótica e novas,

dos museus e praças lindas,

dos salesianos e franciscanos,

de inconfidentes e militares tardios,

de pontes de pedra e ferro,

do Teatro e cinemas,

de serras e colinas,

perto de Tiradentes, Prados,

Emboabas, Vitória, Cajuru,

Ritápolis, São Tiago, Resende Costa,

de tantos lugares bucólicos e ventos

inesqueciveis como os amores da vida

da presença negra,

das vindas migratórias italianas,

da Barbara Heliodora e Alvarenga Peixoto,

de Poetas muitos e músicos e orquestas

Ribeiro Bastos, Ceciliana e Sinfônica Sanjoanense,

de alunos e mestres do Conservatório de música,

de Bibliotecas antigas e novas,

de ruas e avenidas que mudaram de nomes

ao longo da história local,

de sacerdotes e bispos,

de mestre nativos e vindos de outras paragens...

Minha doce e saudosa terra primaveril,

a que os anos me encantou e levou

a cantar em verso e em prosa,

de estudos, de meninez ao juvenato

de incertezas e certezas adolescentes,

de coragens religiosas na procissões

a cantar e rezar o terço...

E voltei para conquistar o mestrado...

Agora, longe revejo em imagens

o que a memória ainda conserva perene.

JOão Bosco - escritor, mestre em literatura pela UFSJ EM 2011.

Onde você pode dormir com sua família:

Hotel Calcinfer

Pousada Casarão

Pousada Sinhá Moça

Pousada dos Sinos

Hotel Lenheiros

Pousada Estação do Trem

Hotel Solara

Pousada Beco do Bispo

Hotel Colonial

Pousada Rotunda

Pousada Villa Magnólia

SUGESTÃO DE Jota Dangelo em:

http://www.invernocultural.com.br/sjdr/SaoJoaoDelRei.html

"Aqui é d'El Rey. Há tesouros arquitetônicos perdidos nas ruas transversais, lojas de incríveis quinquilharias e antiguidades, tão pequenas como alcovas, tão ocultas como pepitas no cascalho. Há que saber descobrir sabores da terra, bolinhos de feijão, licores e doces caseiros. Há que se apreciar o talento de seus artesãos, pintores, santeiros, fabricantes de móveis, bordados e artistas de crochê, de crivo e da renda de birilo.

Palmilhar o chão, como fizera, seus primeiros habitantes. E não se atenha às fachadas austeras de beira-seveira, às sacadas de ferro rendilhado, às platibandas encimadas por jarretes e pontais como as que se exibem na Rua Direita, na Rua da Prata, na Rua do Comércio e na Rua Municipal. Não se acanhe em pedir permissão para invadir um destes espaços privados ou visitar os públicos: em muitos deles o século XIX mostra-se por inteiro, com portais de pinho de riga, forros de saia-e-camisa, pisos de tábuas largas, oratórios seculares e móveis ancestrais familiares. Porque aqui é d'El Rey.

Não lastime possíveis descaraterizações ou aberrações cromáticas de duvidoso gosto que, vez por outra, perturbam a harmonia de conjuntos. Aqui, como em toda parte, nem sempre o homem compreendeu bem o significado do progresso. Mas sinta que no todo prevalece admirável composição de estilos, preciosidades coloniais e magníficos exemplares neo-clássicos e ecléticos como não se há de ver em nenhuma outra cidade do ciclo do ouro. Porque aqui é d'El Rey, dourada pelo sol do seu verão ou visão ancestral nas brumosas madrugadas do seu inverno. Esteja em casa. Sirva-se do passado e do presente e receba o abraço do amigo são-joanense.

Jota Dangelo"

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HISTÓRIA DE SÃO JOÃO DEL-REI, MG.

1674: Fernão Dias Pais Fundou Ibituruna.

1695: Tomé Portes del-Rei se instalou no Rio das Mortes.

1701-02: Torna-se Guarda-mor com direito à cobrança da Passagens por essas pragas entre os povoados Rio das Mortes e Vila São José, hoje Tiradentes.

1702: Arraial Velho (Tejuco)

1704: Mercês - Porto Real da Passagem (Matozinhos)

1709: Guerra dos Emboabas (paulistas expulsos pelos portugues que chegavam ao vale e se colocavam no local, onde havia uma capelinha a Nossa Senhora do Pilar).

1710: Reconstruído o Arraial Novo.

1721: construção da antiga igreja de Nossa Senhora do Pilar

1789: Inconfidência Mineira acontece.

FONTE: DANGELO, André G. D. Origens históricas de São João del-rei, Belo Horizonte,: BDMG cultural, 2006. 127 p.

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História de São João del-Rei

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Índice [esconder]

1 Primórdios da ocupação européia

1.1 Conflitos pelo ouro: Guerra dos Emboabas

2 Elevação à Vila

3 Elevação à cidade

3.1 Quase capital do Estado

4 Tombamento

5 Referências

[editar]Primórdios da ocupação européia

O antigo Arraial Novo do Rio das Mortes deu origem à cidade de São João del-Rei. Os primeiros sinais de ocupação européia da região remontam à 1701. Na região do atual centro da cidade, os primeiros sinais de ocupação arraial remontam a 1704, quando o paulista Lourenço Costa descobre ouro no ribeirão de São Francisco Xavier, ao norte da encosta da Serra do Lenheiro. Nessa época, Lourenço Costa trabalhava como escrivão no Porto Real da Passagem, local onde Antônio Garcia da Cunha, genro e sucessor de Tomé Portes del-Rei, explorava a travessia do rio das Mortes.

Com a descoberta, as terras são distribuídas visando a exploração do ouro de aluvião às margens do ribeirão. Pouco tempo depois, o português Manoel José de Barcelos encontra mais ouro na encosta sul da Serra do Lenheiro, num local chamado Tijuco. Aí se fixa o terceiro núcleo de povoamento da região (já existiam o Arraial Velho do Rio das Mortes e o Porto Real da Passagem) que daria origem ao Arraial Novo de Nossa Senhora do Pilar ou Arraial Novo do Rio das Mortes.

Como outros arraiais mineradores, o povoado surge a partir de uma capela erguida, neste caso em devoção à Nossa Senhora do Pilar, ao redor da qual vão se fixando bandeirantes e aventureiros, que chegam à região atraídos pelo ouro. As casas de taipa são edificadas e, aos poucos, novas capelas e moradias vão formando outros aglomerados urbanos.

[editar]Conflitos pelo ouro: Guerra dos Emboabas

Ver artigo principal: Guerra dos Emboabas

As rivalidades e a disputa pela posse de datas auríferas geram conflitos permanentes, que culminam na Guerra dos Emboabas. Eram chamados emboabas os que não haviam nascido na Capitania de São Vicente e que, para os paulistas, não deviam receber terras na região das minas. O conflito teve como causas principais a exploração do ouro e o direito de posse dos novos territórios conquistados. Assim, entre 1707 e 1709 paulistas revoltam-se contra os "forasteiros', chamados por eles de Emboabas, em sua maioria portugueses, que, liderados pelo comerciante Manuel Nunes Viana, saem vitoriosos do movimento.

[editar]Elevação à Vila

Já bastante próspera, em 1713 a localidade é elevada a vila e recebe o nome de São João del-Rei em homenagem a Dom João V, rei de Portugal. No ano seguinte, é nomeada sede da Comarca do Rio das Mortes. Desde os tempos de sua formação, desenvolve-se aí uma vasta produção mercantil e de gêneros alimentícios, resultantes tanto da atividade agrícola, quanto da pecuária. Essa faceta vai possibilitar o contínuo crescimento da localidade, que não sofre grandes perdas com o declínio da atividade aurífera, verificado em toda a Capitania das Minas Gerais a partir de 1750.

Ver artigo principal: Comarca do Rio das Mortes

Nessa época a crise do sistema colonial agrava-se. A exploração do ouro entra em franca decadência, e a Coroa Portuguesa continua a exigir pesados impostos da população. Essa situação conflitante faz crescer o nível de consciência de setores intermediários da sociedade, levando padres, militares, estudantes, intelectuais e funcionários das principais vilas mineiras, como São João del-Rei, São José del-Rei e Vila Rica, a conspirar contra a metrópole.

Em poucos anos, o movimento conhecido como Inconfidência Mineira toma corpo e ganha adeptos em cada arraial e vila da Capitania das Minas Gerais. Grandes planos são traçados tendo em vista a produção de bens de consumo aliada à liberdade comercial, o que descartaria a política monopolizadora da metrópole. A Vila de São João del-Rei é escolhida para abrigar a nova capital. Porém, em 1789 o movimento é frustrado pela denúncia do coronel Joaquim Silvério dos Reis, devedor de somas altíssimas à Fazenda Real.

[editar]Elevação à cidade

Devido à vocação comercial de São João del-Rei, a sua feição colonial não é a mesma das demais vilas mineradoras da época. Já em princípios do século XIX, ela se mostra amadurecida comercialmente: lojas instaladas em elegantes casarões oferecem todo tipo de mercadoria, desde as produzidas na comarca até as importadas. Também é precoce o surgimento da imprensa, assinalado pela fundação, em 1827, do Astro de Minas, o segundo jornal de Minas Gerais na época.

Em 06 de março de 1838 a Vila de São João del-Rei torna-se cidade. Nessa época, possuía cerca de 1.600 casas, distribuídas em 24 ruas e 10 praças.

[editar]Quase capital do Estado

Ainda no século XIX, contava com casa bancária, hospital, biblioteca, teatro, cemitério público construído fora do núcleo urbano, além de serviços de correio e iluminação pública a querosene.

Desenvolve-se, ainda mais, com a inauguração em 1881 da primeira seção da Estrada de Ferro Oeste de Minas, que ligava as cidades da região a outros importantes ramais da Estrada de Ferro D. Pedro II. Em 1893 a instalação da Companhia Industrial São Joanense de Fiação e Tecelagem traz novo impulso à economia local, a tal ponto que a cidade é novamente indicada para sediar a capital de Minas Gerais. Em junho do mesmo ano, o Congresso Mineiro Constituinte aprova, em primeira discussão, a mudança da capital para a região da Várzea do Marçal, subúrbio de São João del-Rei. Mas, numa segunda discussão, o projeto inclui Barbacena e também Belo Horizonte, um planalto localizado no vale do Rio das Velhas, onde existia o antigo Arraial do Curral del-Rei.

[editar]Tombamento

Ver artigo principal: Arquitetura de São João del-Rei

Com a escolha da região do Curral del-Rei em dezembro de 1893, a importância econômica de São João del-Rei diminui gradativamente. Mas a cidade não perde seu charme colonial, sendo motivo de atenção dos modernistas brasileiros, que a visitam em 1924. Ela é registrada na obra de algumas das figuras mais representativas do movimento, como a pintora Tarsila do Amaral e o escritor Oswald de Andrade. Em 1943 seu acervo arquitetônico e artístico, composto por importantes edificações civis e religiosas, é tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Sphan.

Referências

CINTRA, Sebastião de Oliveira. Galeria das personalidades notáveis de São João del-Rei. São João del-Rei: FAPEC, 1994.

CINTRA, Sebastião de Oliveira. Efemérides de São João del-Rei. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1982.

COELHO, Ronaldo Simões. Primeira unidade psiquiátricva em hospital-geral no Brasil.In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, n.1, 1973. p.4-9.

DANGELO, André G.D. (Org.). Origens históricas de São João del-Rei. Belo Horizonte: BDMG Cultural, 2006.

GUIMARÃES, Fábio Nelson. Fundação Histórica de São João del-Rei. São João del-Rei: Progresso, 1961.

GUIMARÃES, Fábio Nelson. Antônio Garcia da Cunha, o fundador de São João del-Rei. São João del-Rei. 1966.

GUIMARÃES, Fábio Nelson. Ruas de São João del-Rei. São João del-Rei: FAPEC, 1994.

GAIO SOBRINHO, Antônio. História do Comércio de São João del-Rei. São João del-Rei: Sindicato do Comércio, 1997.

GAIO SOBRINHO, Antônio. História da Educação em São João del-Rei. São João del-Rei: FUNREI, 2000.

GAIO SOBRINHO, Antônio. Visita à Colonial Cidade de São João del-Rei. São João del-Rei: FUNREI, 2001.

TIRADO, Abgar A. Campos. Nomes que ilustram nossa terra. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São João del-Rei, n. 11, 2005. p. 155-171.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_S%C3%A3o_Jo%C3%A3o_del-Rei

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