Muito sábias as palavras de Montaigne a respeito da morte: “Ela
Assusta-nos, é um tormento perpétuo, para o qual
Não há qualquer tipo de consolação. Podemos, continuamente, desviar
O pensamento de nossas cabeças, como num campo suspeito mas,
Esquecê-la, jamais”. Já Epicuro, com seu modo particular de ser,
Lembra-nos que “não devemos nos preocupar amargamente com ela,
 

Lamentando-nos. Enquanto estivermos vivos, ela nos é alheia. E
Uma vez mortos, ela alheia-nos porque,
Com certeza, já não existiremos mais”. Entre tantas reflexões
A respeito da vida e da conseqüente morte,
Sempre vale acrescentar que “como a erva

 
Do campo, assim são os dias dos seres humanos:
A um simples sopro do vento, logo deixam de existir”,
Segundo palavras sábias contidas no Salmo 103, 14-16. Apesar da

 
Certeza que temos da brevidade dos nossos dias,
Há ainda muitos que se deixam afligir pelo fato dela estar
À nossa espera. Entretanto, como seres sábios que somos e por isso acreditamos na
Grandiosidade dessas palavras contidas em Jo 14, 1-3 temos, para nosso consolo,
A esperança de um dia ocupar o lugar que para nós foi reservado, porque
Sabemos que a casa do nosso Pai tem muitas moradas...

 

“... se não fosse assim, Eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. E quando Eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde Eu estiver, estejam vocês também. E para onde Eu vou, vocês já conhecem o caminho” (Jo 14, 2-4).


                                                                Elixis – 12/10/07
O Iluminado
Enviado por O Iluminado em 28/10/2011
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