Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Não aprendi a dizer adeus...

Ainda há um misto de choro, tristeza, inconformismo e revolta (com o fato em si, e com as pessoas que o provocaram, e não com Deus, claro), mas a palavra que imperou e ainda impera neste um ano que passou é saudade.

Saudade do que vivemos, do que poderíamos ter vivido, saudade de um tempo que não volta e desse alguém que não verei mais.
E saudade provoca uma dor latente e desesperadora, pois em alguns momentos me sinto fraca para continuar a minha caminhada.

Falar de você sem chorar?  Está aí um grande desafio. Um dia eu consigo, claro, mas por enquanto as lágrimas teimam em escorrer pela minha face. Sei que posso revirar o mundo que nunca mais te encontrarei, não fisicamente.

Só que amor de verdade, supera distâncias, derruba barreiras e vai ao encontro do desconhecido. Amor de almas é eterno, e é exatamente este amor que toma conta de  grande parte do meu coração, e me dá forças para seguir em frente.

Não te encontro nem em sonho, talvez para que eu não sofra mais, não sei. Até gostaria de sonhar contigo, mas nem tudo é do jeito e do modo que queremos, pois se fosse assim você jamais teria partido, ainda mais da maneira precoce e brutal que foi.

É a vontade do Criador e ELE sabe o que é melhor para mim, aliás, para todos nós. Então, aos poucos, vou me conformando e te deixo guardadinho em dois locais que jamais conseguirão tirar de mim: memória e coração.

Ah, como eu gostaria de  possuir uma varinha mágica e te trazer de volta! Ou ainda, olhar para você e te dizer o quanto te amo e o quanto fui feliz enquanto você esteve por aqui, mesmo você sendo um “chato de galocha”. Risos. Às vezes, deixamos para  falar e fazer certas coisas “depois” só que muitas vezes o depois pode ser tarde demais.

Meu coração está sangrando e eu estou doente, pois não há no mundo remédio capaz de curar a dor na alma.
Que o Criador te tenha nos braços sempre, e que essa dor sentida por todos que te amam e te querem bem, possa ser amenizada aos poucos. Receba as nossas orações como a forma que encontramos para demonstrar o quanto você é amado. E sempre será.

Vou ficando por aqui, porque como sempre falamos: os Pires não choram, os Pires "lavam" os olhos e já, já minha íris "morre" afogada. Risos.
Não aprendi a dizer adeus, portanto, deixo aqui um "até breve", pois um dia iremos nos reencontrar.



Ao meu querido irmão, Leonardo Pires que, partiu há exatamente um ano e que deixou uma saudade do tamanho do mundo.

* 25-09-1982
+ 15-02-2010
Vanessa Pires
Enviado por Vanessa Pires em 15/02/2011
Reeditado em 17/07/2011
Código do texto: T2794087
Classificação de conteúdo: seguro

Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

Comentários

Sobre a autora
Vanessa Pires
Petrópolis - Rio de Janeiro - Brasil, 36 anos
132 textos (33388 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 28/09/21 22:36)
Vanessa Pires