O TREMA NÃO PODERIA TER IDO EMBORA
De vez em quando algumas mudanças aparecem na ortografia da língua portuguesa. Isso é normal. Afinal de contas a língua é dinâmica. “O dinamismo se refere à maneira como a linguagem se desenvolve e evolui. A língua é um fenômeno social que pode sofrer alterações de acordo com determinados contextos.” Variação linguística: regional, histórica, social e situacional | Prisma
Tudo bem. Temos que respeitar as mudanças que vão aparecendo ao longo da vida. No entanto, não porque sejamos, muitas das vezes, resistentes a mudanças, mas pelo fato de que elas possam trazer prejuízos aos usuários.
Antes de continuar com minha opinião, a qual devo apresentar a seguir, ouço muitas pessoas dizerem que a língua deve simplificar ao máximo possível. Não vê o inglês? Não há nenhuma acentuação, e as pessoas se entendem bem e escrevem bem.
Vamos lá no que diz respeito ao tema:
Exemplos de algumas palavras que continham trema e o perderam:
aguentar,
arguição,
eloquente,
tranquilo,
frequência,
frequentemente,
cinquenta,
arguir,
bilíngue.
POR QUE ELE NÃO PODERIA TER IDO EMBORA? Pense bem. Eu sei que, na hora de proferir as palavras acima, eu devo pronunciar o fonema U. Agora, pergunto: Qualquer cidadão sabe que o fonema U deve ser pronunciado? Eu conheço a pronúcia de todas as palavras acima citadas. Não é todo mundo que conhece. Vamos citar algumas que possam trazer dúvida: linguiça \gü\, lingueta \güê\, aquífero \qü\, exequível \z… qü\.
Após a abolição do trema, como saber se uma palavra deve ser lida como se tivesse som do fonema U ou não? Sua finalidade era informar se o a letra U formava um fonema e era pronunciado. Agora, quando não sei, tenho que ir ao dicionário. Não são todos os dicionários que trazem a pronúncia das palavras. Aí, vamos ao doutor Google, na internet, ele nos ajuda também. Viu como dá trabalho?
Espero que tenha ajudado.
Observação - O trema usado em algumas línguas estrangeiras foi mantido. Exemplos: Hübner, Müller, Schröder, mülleriano.