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Avaliações Diagnóstica e por disciplina Português no Fundamental II (2012)



Prova – Diagnóstico 1
E. M. MARIA LUIZA FORNASIER FRANZIN – PRIMEIRO BIMESTRE DE 2012.
PROFESSOR JOÃO BOSCO – L P: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO

NOME COMPLETO DO(A) ALUNO(A): ________________________________________________________________

       TURMA:  ___________________          NÚMERO: ________     DATA: _______/ ___________________ / 2012.

1. Numere os parágrafos a seguir, colocando entre parênteses o tipo de redação:

           1.Descrição                                2. Narração                         3. Dissertação

(....) “Viver é perigo demais”, segundo a opinião de Riobaldo em Grande Sertão: Veredas. A vida é um presente, porque feita de momentos de alegria e outros de dor. Ninguém escolheu viver assim. Nem a cor da pele, a sua classe social. Apenas cabe a cada viver como pode e sabe: reclamando ou não. Existe pessoa que nos surpreende mesmo vivendo da pobreza, consegue a simpatia de vencer o medo e sobrevive com o pouco que tem, enquanto outros seres humanos acham que precisa de muito para viver bem e feliz. Tudo é muito estranho e diferente para cada um que tenta dar sentido à vida.

(....) “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto e não tinha nada”, conforme um poema de Vinícius de Moraes. Próximo de um vilarejo, morava uma criança abandonada, cujos pais há três dias morreram. A casa (não tão engraçada, realmente não tinha teto e pouca coisa nela havia), sem conforto, indicava sua condição de pobreza. Havia um quarto, um banheiro, um corredor mofado, o vulto de três janelas com telhado em telhas coloniais, algumas quebradas, deixando molhar a casa quando chovia.

(....)  Certa ocasião, Paulo observava que sua vida tinha sido um sufoco durante anos até vencer. Educou os filhos e perdeu a mulher. Começou pobre e agora conquistava um bem viver. Amava a si e a vida. Cantava à viola suas cantigas sertanejas. E contava uma história de menino da porteira, de Ouro Fino. Com seus 70 anos, chorava de emoção quando se lembrava dos pais, dos irmãos e da vida de operário em São Paulo. Certa vez, a enchente entrou pela casa adentro, varrendo todos os móveis, quase que foi levado junto.
 
2. Leia trecho das memórias de Melquias Severiano no Jornal de São Paulo, datado de 2009:

               “Tarde faceira, o mar estava em baixa maré. Severiano aproveitou para tomar um banho de sol e mar. A pele morena se contrastava com a pureza do dia e das ondas. Era um bom pescador. Às 11 da matina, voltava do seu passeio quando escutou ao longe um grito por socorro. Pediu ao Felipe barqueiro o veleiro leve e rápido para singrar as águas em direção à voz. Chegando ao local, uma jovem linda estava se afogando. Os destroços do  seu barco estavam espalhados ao redor do seu corpo, possibilitando assegurar-se a algum pedaço de madeira pequeno e frágil enquanto tivera forças para gritar e nadar sem rumo, no joguete das ondas. Nunca mais a vida dele foi a mesma depois daquele dia.”
 
Escreva, à frente dos traços abaixo, o que se pede logo a seguir:

a) Que fato o texto nos mostra? ______________________________________
b) Qual é o tempo dessa história? ____________________________________
c) Que lugar está sendo mostrado para você? ____________________________
d) Que personagens estão envolvidos no episódio? _________________________
e) Qual a causa dessa ocorrência? _____________________________________
f) De que modo a história acontece?
______________________________________________________________________________________________________________________________________
g) E que conseqüências fazem parte da história?
___________________________________________________________________________________________________________________________________

3. Faça agora do seu jeito, seguindo o esquema abaixo:

                                                Título (CENTRALIZE O TÍTULO e depois pule uma linha)

1º parágrafo: INTRODUÇÃO – Focalizar um acontecimento de sua vida em certo tempo e lugar. (5 linhas)
2º parágrafo: O que motivou esse acontecimento? (5 linhas)
3º parágrafo: De que modo você viveu cada momento que sentia? (5 linhas)

4º parágrafo: CONCLUSÃO - O que o acontecimento provocou em sua vida. (5 linhas)

                           DEPOIS DE ESCREVER, FAÇA A REVISÃO E PASSE O TEXTO A LIMPO ATRÁS.
 
 PROVA- Diagnóstico 2

E. M. MARIA LUIZA FORNASIER FRANZIN – PRIMEIRO BIMESTRE DE 2012.
PROFESSOR JOÃO BOSCO – L P: LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO

NOME COMPLETO DO(A) ALUNO(A): ________________________________________________
TURMA:  ___________________          NÚMERO: ________     DATA: _______/ ___________________ / 2012.
Leia trecho das memórias de Melquias Severiano no Jornal de São Paulo, datado de 2009:

        DÊ UM TÍTULO PARA O TEXTO BAIXO:  _________________________________________

                “Tarde prazerosa e ensolarada, o mar estava calmo. Severiano aproveitou para tomar um banho de sol e mar em um lugar mais tranquilo. A pele morena se contrastava com a pureza do dia e das ondas. Era um bom pescador. Às 18 horas da tarde, voltava do seu passeio quando escutou ao longe um grito por socorro. Pediu ao Felipe barqueiro o veleiro leve e rápido para singrar as águas em direção à voz. Chegando ao local, uma jovem linda estava se afogando. Os destroços do seu barco estavam espalhados ao redor do seu corpo, possibilitando assegurar-se a algum pedaço de madeira pequeno e frágil enquanto tivera forças para gritar e nadar sem rumo, no joguete das ondas. Nunca mais a vida dele foi a mesma depois daquele dia.”

            CONTINUAR A HISTÓRIA ACIMA A PARTIR DO QUE ACHAR MAIS INTERESSANTE PARA VOCÊ.
 _____________________________________________________________________________
ESCOLA M. DE ENSINO F. “MARIA LUIZA FORNAZIER FRANZIN” - ÁGUAS DE SÃO PEDRO - SP

AVALIAÇÃO DE REDAÇÃO - PROFESSOR JOÃO BOSCO
Nome do aluno:__________________________________ nº: _______turma: 6º ANO _____
Meu engraxate
 
http://www.blogsoestado.com/pautar/2009/12/29/meu-engraxate/
“É por causa do meu engraxate que ando agora em plena desolação. Meu engraxate me deixou. Passei duas vezes pela porta onde ele trabalhava e nada. Então me inquietei, não sei que doenças mortíferas, que mudança pra outras portas se pensaram em mim, resolvi perguntar ao menino que trabalhava na outra cadeira. O menino é um retalho de hungarês, cara de infeliz, não dá simpatia alguma. E tímido o que torna instintivamente (=indiferentemente) a gente muito combinado com o universo no propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença. “Está vendendo bilhete de loteria”, respondeu antipático, me deixando numa perplexidade penosíssima: pronto! Estava sem engraxate! Os olhos do menino chispeavam ávidos, porque sou dos que ficam fregueses e dão gorjeta (dar dinheiro). Levei seguramente um minuto pra definir que tinha de continuar engraxando sapatos toda a vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom.” Fonte: ANDRADE, Mário de. Os filhos da Candinha SP: Martins, 1963. p. 167.
VOCABULÁRIO:
desolação =aflição, dor, mágoa, melancolia, pesar e tristeza.
“... retalho de hungarês”=magro, sofrido, “cara de infeliz”, “sem simpatia’.
inquietei= agitar-se, ansioso, irrequieto, agitado.
instintivamente=indiferentemente, sem perceber diferenças, sem atenção nos detalhes.
perplexidade= surpreso
 penosíssima=grave, terrível
“olhos do menino chispeavam” =brilhavam, reluziam.
ávidos=espertos, gananciosos, ambiciosos, olho grande...
fregueses=cliente, alguém que busca um serviço na sociedade, consumidor, comprador
“dar gorjeta”=  taxa de atendimento, gratificação, dar dinheiro por serviço prestado.

QUESTÃO 1 _ “Para mostrar que, no texto, o significado de uma parte depende de sua relação com outras partes, vamos tentar fazer uma interpretação isolada do 1º parágrafo. Tomada isoladamente, essa parte pode sugerir a interpretação de que o narrador está desolado por ter perdido contato com um garoto ao qual se ligava por fortes laços afetivos. Essa interpretação é equivocada e inatacável se não confrontarmos essa passagem com outras do texto. Fazendo o confronto, no entanto, essa leitura não tem validade dentro desse texto.”
Marque a questão correta, conforme o que se pede a seguir. A partir das informações acima, pode-se afirmar que:
A). O narrador presencia uma amizade forte entre ele e o seu engraxate.
B). O narrador esconde sua necessidade diante do engraxate.
C). Embora se conheçam há algum tempo, o engraxate é irresponsável e o narrador lamenta o seu sumiço.
D). Embora o engraxate tenha deixado o local, o narrador procura saber.
QUESTÃO 2 - “...pronto! Estava sem engraxate!” – essas frases definem a razão da perplexidade penosíssima, da desolação e da inquietude do narrador: perdera os serviços do engraxate e não um amigo. As observações que o narrador faz sobre o menino que lhe dá informações sobre o seu engraxate (“retalho de hungarês”, “cara de infeliz”, “não dá simpatia nenhuma”, “tímido”, “propósito de desgraçar esses desgraçados de nascença”) revelam que nenhum sentimento positivo o impele (=impulsiona ou conduz)   na direção de uma relação amigável com o menino.”
 
Marque a questão incorreta, conforme o que se pede a seguir.
A). O narrador procurava o engraxate porque necessitava de seus serviços.
B). O narrador construiu uma amizade com o engraxate e por isso o procurou.
C). O narrador encontrou outro engraxate para continuar a cuidar de seus sapatos.
D). O narrador não tinha amizade ao engraxate porque apenas precisava de seu serviço.

QUESTÃO 3 –“‘... tinha que continuar engraxando sapatos toda vida minha e ali estava um menino que, a gente ensinando, podia ficar engraxate bom’ - essas frases mostram que o que define as relações interpessoais são os interesses: o narrador estava preocupado em recuperar o serviço que lhe era prestado e não a pessoa que lhe prestava o serviço.”
 Marque a questão correta, conforme o que se pede a seguir.
A). Não há pessoas sérias que procuram associações para ajudar crianças e adolescentes necessitados, mas querem explorar o trabalho infantil e adolescente.
B). Mesmo com o ECA, sabe-se que a exploração do trabalho de meninos e meninas desapareceu, totalmente, em todo o Brasil.
C). Só a partir de 16 anos, o adolescente pode trabalhar. Por isso, muitos abandonam a escola para trabalhar. O aprendiz no mercado de trabalho tem a vontade de trabalhar e não estudar.
D). Antes do ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, era muito comum no Brasil a exploração do trabalho infantil. Deste modo, a cena do engraxate era encontrada em vários lugares urbanos, porque as crianças deixavam de estudar para ajudar a família.
QUESTÃO 4 – “A atitude dos dois engraxates reafirma a interpretação de que a relação entre eles e o narrador era determinada pelo interesse e não pela amizade: um abandonara o trabalho de engraxate para vender bilhete de loteria, certamente um trabalho mais rentável; os olhos do outro “chispeavam ávidos”, ao ver que o narrador procurava um engraxate, porque ele era dos que ficavam fregueses e davam gorjeta.”

Marque a questão incorreta/errada, conforme o que se pede a seguir.
A). As relações sociais de amizade ou trabalho são construídas social e culturalmente. Deste modo, os dois engraxates desejavam trabalhar e atenderem as demandas do mercado para sobreviver. Nesse sentido, não há amizade, apenas relações de interesse.
B). As atividades de trabalho dependem do modo como cada um reage ao mercado e as suas demandas. No conto Engraxate, o narrador procura o menino para construir uma amizade bonita e sincera.
C). O conto apresenta as figuras dos engraxates como marcados pela necessidade de trabalhar e de se relacionar.
D). O mundo infantil, embora diferente do adulto, hoje é caracterizado por recursos de lei e da ação de conselhos tutelares que impedem o trabalho para que a criança possa brincar e estudar, construir um projeto pessoal de vida e desejar uma profissão no futuro próximo.
QUESTÃO 5 – PRODUÇÃO DE TEXTO. Tendo em vista o texto O engraxate, escreva uma historia semelhante em que você demonstre respeito pela pessoa humana.
Procure refletir antes de escrever seu texto!
______________________________
Era comum até pouco tempo crianças nas cidades engraxando ao lado de adultos. Hoje isso desapareceu, embora ainda crianças sejam obrigadas a trabalhar para ajudar seus pais no interior do Brasil ou nas cidades. Até que alguém denuncie essa realidade. A campanha de Criança na escola procurou mostrar que a criança tem o direito de brincar enquanto pode  e de estudar porque a sociedade exige dela cada vez mais cedo com cursos de informática e línguas, além de ir à escola. Como resolver a situação de crianças longe da escola e pais que obrigam as crianças a trabalhar? Hoje as crianças gostam da escola e muitas querem vencer na vida com uma boa profissão. E você?
_________________________Dica de leitura para novembro de 2012: O Livro das Virtudes para Crianças
 Uma compilação de fábulas, contos e poemas que ressaltam as qualidades do homem, como coragem, benevolência e honestidade, estimulam a prática do bem e mostram a importância de valores como a gentileza e a bondade. Organizado por William J. Bennett – organizador, tradutores: Claudia Roquette-Pinto, Ricardo Silveira, Luiz Raul Machado, Lia Neiva, Carlos Alves, Sofia Sousa Silva; Ilustrações de Michael Hague; Tema: Infanto-juvenil, Formato: 23 x 30 cm, 112 páginas, Editora Nova Fronteira. ________________________________
TRABALHO PARA CASA – PESQUISE sobre Trabalho, escola/faculdade e profissão.   Entregar na próxima sexta-feira (26/10/2012) e responder as questões:
1. Qual a profissão que eu quero escolher?
2. Onde estudar?
3. Onde conseguir trabalho com a profissão escolhida por você?
J B Pereira
Enviado por J B Pereira em 18/05/2013
Código do texto: T4297106
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
J B Pereira
Piracicaba - São Paulo - Brasil
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J B Pereira