NINGUÉM MATA A SEDE BEBENDO A ÁGUA DO MAR

As águas do mar da vida

Balançam de lá pra cá

Nos empurrando pra lá

Parecendo só ter ida

Mas a volta é parecida

Fazendo a vela baixar

Encontrando algum lugar

No balançado da rede

Ninguém mata a sede

Bebendo a água do mar.

Os percalços deste mundo

Não tem nem comparação

Espécie de aberração

Tem um buraco profundo

Quanto mais nado, afundo

Não consigo nem boiar

Imaginando um lugar

Para que eu enverede

Ninguém mata a sede

Bebendo a água do mar.

Antes de me explicar

Eu vou falar desse mote

Estava escrito num lote

Corri e fui anotar

Para um dia eu versar

E as palavras encontrar

Resolvi aqui passar

Antes que eu emparede

Ninguém mata a sede

Bebendo a água do mar.

Vandilo Brito
Enviado por Vandilo Brito em 07/11/2022
Código do texto: T7644868
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