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NA TERRA DO PÃO CRU...

    NA TERRA DO PÃO CRU...
         (mote / glosa)
Com prazer, respeito e zelo
vivo a Vida e só "maldigo"
pois pão cru é pesadelo...
comer pão velho é castigo !

       I
Vim a Belém a passeio...
cá estou há 30 anos
entre prazeres e "enganos",
porém o quem mais receio
é jantar em teto alheio.
Por mais gentil o apelo
me arrepiam os cabelos
ter que comer arroz cru
-- com muito sal e "jambu" --
com "prazer", respeito e zelo.

     I I
Mas a terra é paraíso
dos sorvetes de mil frutas:
taperebá é batuta,
bacuri é incisivo...
saborear é preciso !
Só tem um problema antigo,
já disse, direi e digo:
-- "É o pão cru,na padaria...
tira de nós a alegria !
Vivo a Vida e só "maldigo" !

     I I I
Fico p*to e falo franco
se a atendente -- por maldade --
vem me entregar, sem piedade,
o pão mais feio, mais branco...
eu reclamo e "boto banca" !
"Desenrolo  esse novelo",
a educação "atropelo",
peço o pão "mais queimadinho",
bem tostado, "moreninho",
pois pão cru é pesadelo !

     I V
O carioca "pão francês"
aqui virou "pão careca",
bola de gude é "peteca"...
"bisnaga" -- vejam vocês ! --
é "massa grossa", freguês !
Hoje se corre perigo:
se põe mandioca no trigo !
Domingo à tarde (sabias ?!)
fecham tod'as padarias...
comer pão velho é castigo !
     "NATO" AZEVEDO
      (em 12/abril 2018)  
NATO AZEVEDO
Enviado por NATO AZEVEDO em 16/04/2018
Reeditado em 18/04/2018
Código do texto: T6310036
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
NATO AZEVEDO
Ananindeua - Pará - Brasil, 67 anos
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NATO AZEVEDO