Laudano Poesia.
Rasguei a noite te escrevendo,
letras cortantes, afiadas, fervendo,
só um lamento sussurrado ao escuro,
sobre um possível futuro,
sobre a resposta que não veio—e hoje entendo.
Rasguei meu peito como um tiro,
certo ao alvo, deixei escorrer,
se hoje vivo,
foi por puro desprazer.
Não resisto e insisto te querendo,
vida injusta, repito,
amarga—é quase veneno.