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A formiga e a água mágica

Em um lugar bem afastado de qualquer formigueiro encontrava-se uma pequena formiga operária, provavelmente da espécie das “formigas carpinteiras” devido ao seu formato anatômico e coloração, cuja agonia de seu sofrimento era perceptível pela total descoloração da parte posterior de seu corpo. Sua cabeça e metade de seu tórax estavam totalmente brancos ao invés do marrom brilhoso que ostenta quando em estado normal.

Então apareceu uma formiga maior do que a primeira, provavelmente uma “formiga soldado” de sua colônia, e imediatamente colocou a pequena sobre suas costas para carregá-la. E assim carregou ela até uma pocinha de água e submergiu-a neste líquido.

Aquela água mostrou-se ser mágica, como um elixir curativo, propiciando uma melhora instantânea à formiguinha que estava doente. Então a formiguinha recuperou sua coloração e começou a mexer-se. No entanto, ela ainda estava um pouco confusa e achou que a formiga maior estava tentando afogá-la, e assim ela posicionou-se em uma postura de ataque contra a outra. Mas, a maior, com toda a calma que lhe acompanhava, acalmou a pequena e mostrou que apenas lhe tinha ajudado.

Nisto a cena começou a se afastar – Lentamente foi possível ver mais do local onde as duas se encontravam, ampliando a nossa percepção. – E, para a surpresa de todos, aquela pocinha de água mágica estava sobre o corpo de uma formiga muito maior que as duas, a formiga Rainha.

Tristemente percebeu-se que a rainha estava morta, há muito mais tempo que todos os eventos anteriores, mas seu corpo ainda emitia bondade: materializada naquela água curativa.
Neste momento a formiguinha desceu para a frente de sua Rainha morta para prestar suas últimas homenagens, juntamente à muitas outras formiguinhas que ali estavam.
– Obrigado mamãe!
Ricardo Benhur Portela
Enviado por Ricardo Benhur Portela em 02/10/2019
Reeditado em 20/11/2019
Código do texto: T6759076
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Ricardo Benhur Portela
Caxias do Sul - Rio Grande do Sul - Brasil, 34 anos
16 textos (353 leituras)
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Ricardo Benhur Portela