O GATO E O COLIBRI

O Gato de pelagem macia

Manhoso e carinhoso

Dócil, amistoso

Olhava a rosa encantado

Andava pelos telhados

Escalava alturas

Como que querendo

Asas um dia ganhar

Seu encanto abanava a rosa

Era o colorido Colibri

Bailando no ar

Beijando flores

Aquilo atiçava sua fome e libido

Pobre colibri verdejante

Que não percebia as reais intenções

Do branco gatinho angorá

Foi neste dia que o gato subiu no telhado

Esperando dali então pular

Jogou-se no ar como se estivera no cio

Tinha fomes e atirou-se sobre a roseira

Salvou-se por conta das sete vidas

Mas tinha espinhos por todo canto

Folhas verdes da roseira

E misturado às feridas de amor

Pétalas vermelhas da rosa

O colibri assustado partiu

Agora beija crisântemos

Mas sempre atento a qualquer pelo

Enquanto o gato que pensou

Sem penas comeria o colibri

Lambe agora suas feridas...

Jô Pessanha e Mário Feijó
Enviado por Jô Pessanha em 25/01/2015
Reeditado em 25/01/2015
Código do texto: T5113727
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