Boca famígera //Eligio Moura // Reprise

Esquecer o mar é impossível!
Ele é mesmo raiz de mim...
Ele será sempre quase imbatível!
Se recordo as duras noites? Claro que sim.

Noite escura: o enfrentei, foi horrível....
Sua boca famígera rosnava afim...
Esquecer o mar é impossível
ele é mesmo raiz de mim!

Mar sete, noite sem lua, garra invisível;
duas vidas ceifou e duas salvei enfim...
Noite escura: o enfrentei, foi horrível....
Sua boca famígera rosnava afim...

Lutei contra a noite e o mar, em alto nível....
Tudo se voltou contra, queriam a mim
mar sete, noite sem lua, garra invisível
duas vidas ceifou e duas salvei, enfim...

Ele será sempre quase imbatível
se recordo as duras noites? Claro que sim...


O MAR SETE E O BRAVO GUERREIRO
 
Mesmo em seu manto azul, sereno e frio,
O mar esconde armadilhas fatais.
Quem nele adentra, em descuido vazio,
Pode enfrentar seus mistérios brutais.

 
As ondas crescem, rugindo no breu,
O vento açoita sem dó nem clemência.
No céu sem lua, se apaga o que é meu,
Resta a tormenta e cruel penitência.

 
Mas há quem vença com força e coragem,
Que desafia o furor desse império,
Lança-se ao caos em feroz abordagem,

 
Tornando o abismo um marco pouco sério.
Salve o guerreiro que luta e persiste,
Que sobre as águas se ergue e resiste!