Domingo finda em bruma e solidão

A calma se despede em tom dolente

Nos ombros pesa a cruz da profissão

 

Segunda chega em réquiem penitente

O prazo urge, o tempo cobra a lei

O karma atado em nós, silente e ardente

 

Retorno ao foro, a voz se faz espada

No rito o verbo dança em luz ou dor

Verdades duelam sob a toga alada

 

Em folhas gastas, brota a causa justa

Mas na batalha, o sol não se demora

A esperança jaz viva em fé robusta