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SÉRIE DE MEDIANEIROS 







Estilo
 
Quer mesmo saber?
Vou de pink
Em meu ser
 
Preparo a cabeça
Clico algum link
Nada que enlouqueça
 
Tudo bem normal
Sem qualquer drink
Tal e qual...


 




Sensação
 
Mais que primaveril
Em meio frio
Algo bem sutil
 
Aos meus segredos
Um puro brio
Cheio de medos
 
O fundo? Azul
Um terno calafrio
Vindo do sul...

 





Insegurança
 
Mulher que sobe
Em meia pata
A alma descobre
 
Não se iluda
A altura mata
Socorro me acuda
 
Vou cair , cair
Grito na lata
Te vejo sorrir...

 




Onça
 
É animal print
Esse teu charme
Já matei vinte
 
De tanto sonhar
Soa o alarme
Cartão vai travar
 
O capitalismo selvagem
Ah! Não desarme
Minha linda miragem

 
 




Vício

Eu amo scarpins
xadrez é arremate
Coisas e afins
 
Não tenho saída
Deu xeque mate
E ainda dúvida?
 
Ganhei teu olhar
Sem nenhum disparate
Venha me buscar

 



Hit"
 
Made in china
Nem me fales
Foi na surdina
 
Um sonho real  
Menor dos males
Clássico e informal
 
Chique e empoderado
Príncipe de gales
Era meu fado
 

 

JUSTIFICATIVAS
 

Esses Medianeiros eu os criei como uma forma de apologia à meu amor por sapatos o que, na verdade, considero uma doença terrível. Sapatos é tudo de mais lindo que acho, desde bem novinha. Quando tive meu primeiro emprego já fui logo comprando sapatos de todas as cores. Parei um tempo. Tentei me curar e nesses últimos 2 anos tive uma recaída terrível, em razão do meu estado de espírito que ainda estou tentando superar.  Não sei se isso pode justificar, mas o fato é que recaí. E, além disso, tem a realidade atual que acaba influenciando a gente: facebook, instagran e tudo o mais... Você navega num site e logo já estão te mandando coisas via facebook, instagram. Não deixam a gente em paz.  Deus do céu. E a gente vai dando corda. Mas vamos combinar tem cada sapato que não tem como resistir de tão lindo. Foi a muito custo que não fiz besteiras maiores como sapatos de poás ou aplicados com florzinhas. Uma tentação.
Confesso envergonhada que dei asas a minha insentatez e doença. Mas graças a Deus nunca me endividei por isso. Sou uma doente, mais ou menos equilibrada. Mas agora estou tentando novamente me curar até porque isso é vaidade e muito supérfluo quando o mundo está cheio de tristezas e pessoas que nada tem para calçar. Eu nem preciso disso. Não preciso. Pequei e peço perdão a Deus por esse vício terrível.  Vou vencer.
Mas enfim, como invento poesia para tudo, quis também inventar para alguns de meus sapatos mais originais e que, apesar de tudo, adoro. Felizmente a poesia ameniza nossos pecados. Através da poesia, confessamos nossos erros, nossos sonhos e  tudo mais...

 
 MARAVILHOSAS INTERAÇÕES DE AMIGOS POETAS



 PS: trovador o medianeiro ficou certinho .




Obrigada sempre caros amigos e poetas, adorei plenamente as interações.

 

Sonia de Fátima Machado Silva, Trovador das Alterosas e Jacó filho
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 25/08/2019
Reeditado em 26/08/2019
Código do texto: T6728840
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Sonia de Fátima Machado Silva
Coromandel - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
1341 textos (58352 leituras)
13 áudios (691 audições)
2 e-livros (150 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/04/21 05:21)
Sonia de Fátima Machado Silva

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