SONHO VIENENSE
(Exp. Vaivém-nunix atípico nº 37)
Foi no Palácio da Valsa
num outono do passado
que dancei como descalça
nos braços do meu amado.
A valsa do Imperador
ecoava no salão
sentia-me num torpor
com tão grande emoção.
O perfume do meu par
entrou pelos meus sentidos
eu estava a flutuar
pelo espaço perdido.
À terra voltei sorrindo
quando a orquestra parou
nos lábios o beijo lindo
que meu amado roubou.
Andorinhas da Áustria, ouvi.
Era a orquestra tocando
e de novo me envolvi
nos braços dele valsando.
Foi no Palácio da Valsa...
Para o texto: NOSSA VALSA
De: Christiano Nunes, criado do estilo poético.