A DESDITA
Sua canção desencanta a vida,
Não entoa não tem harmonia,
Traz enfado com tudo ela finda,
Rondando-nos trazendo agonia.
Sempre pronta a ceifar o riso,
Tem nas mãos a foice afiada,
Seu sorriso gargalha jocoso.
Seu sudário nem a noite contempla,
Faz escárnio do pranto alheio,
Sua casa ninguém quer sorteio,
Sua morada o pó, no chão se nivela.
Álgido cadavérico é seu sentimento,
Frigido seu olhar tu não sabes amar,
Tuas cavidades não tem sortimento.
Ante a treva, a Luz brilhou,
A quem tu fizeste sepultar,
Porque quis se abnegar,
Ao homem*Ele muito amou.
CANZONETO, UM ESTILO CRIADO POR MIM.
*JESUS.