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TEMPO 
 
O tempo move-se silencioso
A revelia de pêndulos e ponteiros;
Passam-se dezembros e janeiros;
Do outono parte o vento fogoso;
Chega o verão c’ o sol luminoso
Contra o tempo armam-se lanceiros.
 
Mas não há quem possa lutar e vencer
Essa guerra certa e intransigente
Que não se vê, mas apenas se sente
Nas faces, no caminhar e sofrer...
 
O tempo devora imparcialmente
Cada momento, dias ou anos, o querer...
 
O tempo às vezes corre... às vezes para
Que segredo então pode ou não existir
Para não vê-lo se consumir ou passar ?
 
O tempo é um jogo que não sei jogar
Vagos momentos que se vive a fingir
A areia da ampulheta é coisa rara...
 
Tudo o que sei é que quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou”
Não se para o tempo e desse modo
Em passado o presente transformou
Domá-lo é uma loucura... denodo...
 
Intrepidez que a si o tempo outorgou...
 
 
 
Obs: modalidade poética denominada Queiex Esmeraldinus, criada por Bosco Esmeraldo.
 
( grifo em itálico: verso da música “Tempo Perdido” – composição de Renato Russo e interpretada por Legião Urbana)
 
Imagem: Google

 
 
 
 
 
Sonia de Fátima Machado Silva
Enviado por Sonia de Fátima Machado Silva em 13/12/2012
Reeditado em 13/12/2012
Código do texto: T4033357
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Sonia de Fátima Machado Silva
Coromandel - Minas Gerais - Brasil, 57 anos
1341 textos (58443 leituras)
13 áudios (692 audições)
2 e-livros (150 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/05/21 04:46)
Sonia de Fátima Machado Silva