DO SUPERFICIAL
Já tentou dialogar com o que virou a sociedade de hoje? Já tentou compreender toda essa afeição que ela nutre pelo superficial? Vil hipnose. Que lida! Vai tudo de vento em popa quando o assunto é superficialidade. Essa venenosa zona de conforto, onde nada se cria, tudo se injeta em botox, ou na subtração das tripas (novo modismo bariátrico), mas escondido, claro, pois muitas infuenciadoras perderam tudo com muito exercício e shakes. Aham. Arrebatou-me a quantidade de cérebros também dentro desse regime, ambição cadavérica. Quase nada na diplomacia da saúde. Essa vaidade raivosa e desatinada me intriga com tal habilidade, como um mágico diante da platéia que murmura um 'óhhhhhh', e correndo os olhos sem nunca alcançar o feito.
Que trabalho extraordinário, e incansável, daqueles que precisam emburrecer a massa. Quanta bonomia, não é?! E no limiar do túmulo social, um meigo aceno meu, em meus dias impuros, e me despeço, pois não me interessa esse mimo em massa de acéfalos. Vá, vá para o que tem de mostrar a sua tv, o vicioso e gasto picadeiro. Vá, vá em profundo sono a tremer de devaneio enquanto sonha o que eles vivem.
R.E.M. - Losing My Religion