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PATRIARQUISTAS VERSUS PATRIOTAS!

O que eu falo de mim quando digo que sou um patriota? Sou um defensor incondicional da minha pátria. Mas o que é uma pátria?
O mesmo engano que me leva a crer que uma igreja é uma construção me ilude na crença de que uma pátria é um território. Entendamos:
Se digo que sou fiel à igreja me refiro ao templo, à doutrina, ao líder ou à irmandade? Ao templo me parece a resposta menos coerente.
Se digo que defendo a minha pátria me refiro ao território, a sua constituição, ao líder ou aos concidadãos?
Assim como a Igreja são seus membros reunidos em torno de uma crença, e não o templo onde se reúnem, uma pátria é antes de tudo os cidadãos que se unem em torno de uma língua, uma lei e um território.
Ora, se admito que ser patriota é defender incondicionalmente a pátria e a pátria nada mais é que seus cidadãos, estou dizendo, portanto que defendo incondicionalmente as pessoas de minha pátria.
Poderia um patriota ser um separatista? Poderia atentar contra as leis de seu país? Poderia desejar o exílio de parte da sua população do território em que habitam? poderia legitimamente apoiar a desigualdade de condições entre os concidadãos?
O que chamamos de patriotismo brasileiro é na verdade um patriarquismo (sistema de governo em que líderes detêm privilégios que os põem acima das leis e dos concidadãos), assim como muitas ditas religiões são na verdade seitas.
A analogia entre pátria e religião é bem visível nas sagradas escrituras. A nação formada por Abraão possuía laços sanguíneos, uma fé e uma língua que os unia. Mais tarde, com Moisés, acrescentou-se uma lei a esta pátria e com Josué um território (porque Israel era nômade).
Mas tão logo se acrescentou a figura de um líder, (contra a vontade de Deus), começaram os movimentos separatistas, os exílios e principalmente a desigualdade social entre os Hebreus. O patriotismo tornou-se, então, patriarquismo e Israel se degenerou à corrupção.
A vinda esperada do Messias não fez Israel tornar ao patriotismo do início, levou-os a algo mais excelente, a globalização. A fé e as promessas que se restringiam a uma pátria tornaram-se por Cristo universais e passaram a serem ofertadas a toda humanidade.
Nesse contexto, o patriotismo que separava Israel do mundo, passou a ser uma apostasia aos planos divinos para a humanidade. Um judeu, segundo o cristianismo, não era melhor que um grego ou bárbaro, assim como um brasileiro não é melhor que um venezuelano ou cubano.
E se o patriotismo foi rejeitado por Deus, o patriarquismo, que se confunde com ele no Brasil, passou a ser a mais abominável das blasfémias sociais.
Faz-se necessário, portanto que não se confunda patriotismo com patriarquismo.
Patriotas: obedecem às leis, lutam pela igualdade, defendem os vulneráveis, buscam a paz e a justiça.
Patriarquistas: subvertem as leis, lutam pela obediência compulsória, defendem seus líderes, buscam o conflito e o justiçamento.
Esta afirmações que fiz farão qualquer patriota decente se preocupar se realmente está sendo um patriota, o que não é algo que chega a ser louvável, mas pelo menos não é algo execrável como ser patriarquista.
Obs. Todo patriarquista vai se trajar de patriota para liderar uma caterva à violência, alienando-os principalmente com falsas informações, como faziam os fariseus.
Saulo Palemor
Enviado por Saulo Palemor em 02/07/2020
Reeditado em 02/07/2020
Código do texto: T6994036
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Saulo Palemor
Dom Eliseu - Pará - Brasil, 44 anos
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Saulo Palemor