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Exercício Prático: Abrindo espaço para o seu Eu Divino acessar a sua consciência

É tão simples que parece meio bobo, mas lembra que quando acontecia algo que exigisse auto-controle de nossa parte alguém falava 'calma, respira', ou 'conta até 10'?.
Estas eram ferramentas simples que nos colocavam no momento presente e nos fazia tomar as melhores decisões para aquele momento.
É isto o que vamos tentar fazer aqui, para ficar neste estado o dia inteiro.
Vou passar os exercícios que fiz para me livrar gradativamente do pensamento e tornar-me plenamente consciente, abrindo espaço para o meu Eu Divino chegar até a minha consciência.
Quando este sorriso formoso apareceu pela primeira vez no meu rosto, no mesmo dia na meditação tive o encontro com o meu Eu Divino. Todos os dias de manhã olho no espelho e recebo um magnífico sorriso de volta. Uma chuveirada de amor cai sobre minha cabeça e eu choro. Já não resisto mais. Estou no fluxo. Meu Eu Divino cria para mim todas as experiências necessárias para que ele siga em sua trajetória de luz.

Antes de entrar nos exercícios, faz-se necessário detalhar a nossa fisiologia extra-fisica, tarefa para lá de complicada, mas ao meu ver:
♦ O Eu Divino - é a nossa centelha divina, que sabe tudo sobre nós, pois somos nós em outra dimensão. Ele é  amor puro.
Ele veio experimentar a matéria para saber como é ser a luz, pois estando no meio dela não teria como saber. Ele é multidimensional, onipresente e onisciente, pois Deus não fez nada menor do que ele. Você pode até dizer o “seu espírito”, mas ele anima quantos seres ele quiser, simultaneamente e em qualquer morada de meu Pai . 
♦ A mente - é o anjo da guarda do nosso corpo. Ela não é nossa inimiga. A função dela é nos proteger a qualquer custo. A mente não está preocupada com a nossa felicidade ou nossa tristeza. Ela só quer nos manter vivos, e para isto usa basicamente o medo (e as vezes exagera um pouco, rs).
♦ O pensamento - é abstrato. Só existe porque o Eu Divino não consegue se manifestar na consciência. Muitos dos pensamentos nem são nossos, são captados da consciência coletiva da humanidade.
♦ O ego - é abstrato. Quer ser o anjo da guarda da nossa personalidade, rs. Só existe porque o Eu Divino não consegue se manifestar na consciência.

Ou seja, para vivermos em plenitude precisamos somente: 
♦ Do Eu Divino, sem o qual não haveria vida no corpo físico
♦ Da mente disciplinada, instrumento do seu Eu Divino.
O pensamento, além de criar a sua realidade, alimenta a mente, cuja função principal é nos manter vivos. A mente retro-alimenta o pensamento e aí... já viu né?
Mas como assim? Se eu parar de pensar vou parar de existir?
Não.
Existo, logo penso. 
O pensamento e o ego não precisam mais fazer parte da sua experiência humana. 

Exercício 1:
Faça este exercício inicialmente como uma meditação, e depois expanda para todos os momentos em que você não estiver utilizando a mente na resolução de algum problema. Depois este passará a ser o seu estado natural de existir.

Observe-se respirando. Somente isto.
Mas sentir-se respirando não é Respirar, mas tão somente prestar atenção na respiração.
Isto te coloca no momento presente, onde o ego e o pensamento não conseguem existir.
Inicie e conte 1 ( o número 1 ), enquanto observa a sua respiração.
A mente é tão lógica e condicionada que vai ficar esperando que você conte o número 2.
Durante este espaço de tempo você não terá nenhum pensamento.
É no espaço absoluto entre 1 e 2 que mora o seu Eu Divino. É o caminho do meio. É ali que o Mestre está e quer fazer parte da sua vida. É só você abrir espaço que o seu Eu Divino vai se mostrar e colocar este maravilhoso sorriso no seu rosto.
Sempre que vier um pensamento, comece de novo.
Cada vez mais este espaço de tempo vai aumentando.
No início serão alguns poucos segundos sem pensamentos. Depois este será o seu estado natural de existir neste plano.

Crie a figura do Pensamento Observador ou Pensamento Responsável. Ele é quem observa o que você está pensando, fazendo, criando, sendo. Depois não vai mais precisar dele, pois seu Eu Divino irá assumir esta tarefa.

Após um tempo você ficará o dia inteiro sem um pensamento involuntário sequer, e aí já não é mais você que cria a sua vida. O seu Eu Divino vai criar as condições perfeitas na sua vida, para que ele se experimente como a luz. Você passará a viver no fluxo, ao invés de viver na resistência. 
Sua vida passará a ser criada de dentro para fora. Você perceberá que está observando a sua vida e que está no comando da sua criação. Estará consciente de si mesmo, passando do modo "automático" para consciente.
Isto abrirá espaço para o mais belo e poderoso sentimento criativo: a gratidão. 

Em certo estágio você sentirá que a sua consciência está dividida entre a sua mente (que você sente que está na cabeça, mas não está) e o seu chacra coronário. Aí é estado de graça: acabou-se o medo, a ansiedade, a dependência de aprovação externa. Você estárá vivendo na mente de Deus.

Já percebeu que quando acordamos, assim que abrimos os olhos somos bombardeados por pensamentos?
A mente ficou adormecida por horas. Quando acordamos, ela precisa rapidamente se apossar da nossa consciência.
Este é um bom momento para iniciar este exercício.
Sejam mestres de si mesmo, amados corações.

Exercício 2
Agora se você é mais racional e precisa que a mente se envolva neste processo, leia as páginas 45 e 46 do livro "Magia Prática - O caminho do adepto - Franz Bardon", cujo texto segue abaixo:

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Instrução Mágica do Espírito (I) 
Controle do Pensamento, Disciplina do Pensamento, Domínio do Pensamento 

Sente-se confortavelmente numa cadeira ou deite-se num divã. Relaxe todo o corpo, feche os olhos durante cinco minutos e observe o curso dos pensamentos que você tenta fixar. No início irá perceber que uma grande quantidade desses pensamentos precipitar-seão em sua mente, na sua maioria pensamentos relativos a coisas a situações do dia-a-dia, às suas atividades profissionais, suas preocupações em geral. Imagine-se na posição de um observador silencioso, totalmente livre a independente. Conforme o estado de ânimo e a situação em que você se encontrar no momento, esse exercício será mais ou menos difícil de realizar. Não se trata de perder o curso do pensamento ou de esquecê-lo, mas de acompanhá-lo com atenção. Devemos sobretudo evitar pegar no sono durante o exercício. Ao nos sentirmos cansados, devemos interromper o exercício imediatamente a adiá-lo para uma outra ocasião, quando então assumiremos o compromisso de não nos deixarmos dominar pelo cansaço. Para não perder o seu tempo precioso, os indianos, por exemplo, borrifam ou esfregam água fria no rosto a no peito, a assim conseguem permanecer despertos. Algumas respirações profundas antes do exercício também eliminam e previnem o cansaço e a sonolência. Com o tempo, o aprendiz descobrirá por si mesmo essas a outras pequenas medidas auxiliares. Esse exercício de controle do pensamento deverá ser feito de manhã e à noite, e a cada dia o seu tempo deverá ser prolongado em um minuto, para que em uma semana possamos acompanhar a controlar o curso de nossos pensamentos por no máximo dez minutos sem nos dispersarmos. Esse período de tempo foi determinado para o homem mediano, comum. Quem achá-lo insuficiente pode prolongá-lo de acordo com a própria avaliação. De qualquer modo deve-se avançar com prudência, pois não há motivos para pressa; em cada pessoa o desenvolvimento ocorre de forma bastante individual. Mas não se deve de jeito nenhum seguir adiante antes de dominar totalmente o exercício anterior. 
O aprendiz atencioso perceberá como inicialmente os pensamentos vão sobressaltálo, passando por sua mente em grande velocidade a dificultando a sua captação. Mas de um exercício a outro ele constatará que o caos inicial irá desaparecendo aos poucos a eles ficarão mais ordenados, até que só uns poucos surgirão na sua mente como que vindos de muito longe. Devemos dedicar a máxima atenção a esse trabalho de controle do pensamento, pois ele é extremamente importante para a evolução mágica, o que mais tarde se evidenciará por si mesmo.

Pressupondo-se que o exercício em questão foi suficientemente elaborado a que 
todos já conseguem dominar a sua prática, podemos prosseguir com mais uma instrução, que é a instrução mental. 
Já aprendemos a controlar nossos pensamentos. O exercício seguinte consiste em não permitir que pensamentos insistentes e indesejados aflorem em nossas mentes. Por exemplo, ao retornarmos à nossa vida privada a familiar, devemos estar em condições de evitar as preocupações ligadas ao nosso trabalho profissional. Todos os pensamentos que não pertencem à nossa vida privada 
devem ser desligados, a devemos imediatamente nos transformar em outras pessoas. E vice-versa, na nossa atividade profissional devemos direcionar nossos pensamentos exclusivamente ao trabalho a não permitir que se desviem para outros locais, como o ambiente doméstico ou privado, ou qualquer outro. Isso deve ser exercitado até transformar-se num hábito. Devemos sobretudo habituar-nos a executar nossas tarefas, no trabalho ou na vida privada, com a máxima consciência, sem levar em conta o fato de se tratar de algo grande, importante, ou de uma coisa insignificante, pequena. Esse exercício deve ser cultivado ao longo de toda a vida, pois ele aguça a mente a fortalece a memória e a consciência. 

Depois de obtermos uma certa prática na execução desse exercício, podemos passar ao próximo, que consiste em fixar uma única idéia por um certo período de tempo, a reprimir com firmeza outros pensamentos que vêm se juntar a ela na mente, com violentos sobressaltos. Escolha um pensamento ou uma idéia qualquer de sua preferência, ou então uma imagem. Fixe-a com toda a força, a rejeite energicamente todos os outros pensamentos que não tenham nada a ver com os do exercício. No início, você só conseguirá fazer isso por alguns segundos, a posterior mente, por alguns minutos. Você tem que conseguir fixar um único pensamento a acompanhá-lo por no mínimo dez minutos seguidos.

Se for bem sucedido em seu intento, estará maduro para mais um exercício, que consistirá no aprendizado do esvaziamento total da mente. Deite-se confortavelmente num sofá ou numa cama, ou então sobre uma cadeira reclinável, a relaxe o corpo inteiro. Feche os olhos. Rejeite energicamente todos os pensamentos emergentes. Em sua mente não deve haver nada, somente o vazio total. Fixe esse estado de vazio total, sem se desviar ou se distrair. No início você só conseguirá manter isso durante alguns segundos, mas exercitando-se constantemente conseguirá um melhor desempenho. O objetivo do exercício será alcançado quando você conseguir manter-se nesse estado durante dez minutos completos, sem se distrair ou adormecer. 
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Jornada da Alma
Enviado por Jornada da Alma em 09/08/2019
Reeditado em 26/08/2019
Código do texto: T6716010
Classificação de conteúdo: seguro

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