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E se...? Talvez...!

Em defesa da verdade lutaram os gregos, os pós-medievais modernos, mas como um mal transcendente, apocalíptico e inevitável, nos dias da informação global se espalha a ignorância ao saber. As estruturas ideológicas, o sofismo, o dicotomismo cercam como muralhas de fortalezas antigas a verdade do saber ou o saber verdadeiro.

A construção do conhecimento humano que nos leva a este caminho de ascensão e progresso fervia em grande efusão na antiguidade clássica, onde a ociosidade na busca pelo saber era virtude dos que a ela dedicavam, sim! Havia dignidade em não fazer nada para ter tempo para pensar. O olhar apreciativo, analítico, metódico e sistemático impulsionava como engrenagem de aviação futurística o desenvolvimento do conhecimento.

Não que a sabedoria fosse bem ou coisa pública, pois acessá-la é e era antes inviável, em seguida inconveniente e depois retrógada, loucos são aqueles que acreditam que a sabedoria é um bem precioso, que antes dos bens eletrônicos de consumo, deveria ela ser produzida em larga e ampla escala.

O pior dor cânceres espalhados na mentalidade atual é a passividade, herança histórica que recebemos, de uma história preenchida com estórias na grande maioria das vezes vergonhosa. Assim percebo a história dos brasileiros, como as histórias da vergonha, da passividade popular, da manutenção das estruturas ideológicas.

O filosofo moderno Nietszche em “Além do bem e do mal” diz: terminei por acreditarque a maior parte do pensamento consciente deve incluir-se entre as atividades instintivas sem se executar o pensamento filosófico. Antes o mesmo cientista pré roga o amor pela verdade que nos conduzirá a muitas perigosas aventuras. A busca pelo saber, é a busca pela verdade que nos conduz a liberdade.

O caráter mais ambíguo desta concepção é o fato de que a liberdade verdadeira é mantida pelo maior meio de detenção das mentalidades, a religião. E esta quem manipula as explicitações dos conceitos de liberdade, determinismos, causalidades e existencialismos, pelo menos de maneira sensitivel. Podemos com as vicissitudes espirituais navegar por mares assombrosos, temidos e abissais sem corrermos os riscos de nos desprendermos e nos perder em tensas trevas.

Pois Limitar-nos as definições práticas, materiais e sensitivas das coisas concluiriam a própria incapacidade de conceber o limiar da existência, o ápice das causas. Pode a filosofia limitar-se ao observável, palpável, concebível, estariam fora da razão os metafísicos que navegaram por regiões celestiais? Assim como afirma o antigo escritor judeu Jeremias em seus escritos: além do que os olhos podem ver ouvidos ouvir e mente pensar.

No Entanto a religião como instituição social politizada, depende também das ferramentas de manutenção, pois a ela o que interessa é manter o mínimo de domínio. O que é religião? Althusser responde: apenas mais um aparelho de domínio, manipulador da existência. A final de contas o conto da condenação ainda assusta. Seria bom se ao menos uma vez os religiosos dessem uma volta pelas estradas do “talvez” e apreciassem o cosmo do “e se?”

O “talvez” citado também por Nietzsche é certamente arsenal perigoso ao imaginativo na construção do saber. Assim é, pois o “talvez” alimenta o âmbito investigativo. Platão em certa feita disse: podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro, o que não podemos aceitar é o homem que tem medo da luz.

Um dos maiores exemplos do medo da luz ocorre quando alguns líderes religiosos são indagados com questões aparentemente ambíguas dentro da bíblia e temendo não possuir amplitude intelectual usam desoladamente uma passagem exclusiva para silenciar os questionadores.  Deuteronomia 29:29 – “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus.”

Para um bom mergulho na montanha Russa temos: Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. Lucas 10:26. E Mais em Lucas no capítulo 8 no versículo 10 – Respondeu ele (Jesus): A voz é dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros se falam em parábolas para que vendo não vejam e ouvindo não entendam. E a cereja no bolo está em I Corintios capítulo 14 versículo 33 onde o dito afirmado por Apostalo Paulo, o consolidador da fé cristã diz: Deus não é Deus de confusão.

E se os valores e novas mentalidades de triunfalismo e prosperidade difundidas e espalhadas pelas correntes cristãs pentecostais e neopentecostais estiverem caminhando para um precipício apocaliptico abissal? Talvez o vislumbre liturgico, circensse, profissionalizante e profissional dos pulpitos cristãos representem um neo sincretismo secular.
C brito
Enviado por C brito em 23/07/2019
Código do texto: T6702790
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Sobre o autor
C brito
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